No centro expandido da capital , especialmente em bairros nobres, como Jardim Paulista, Itaim Bibi e Pinheiros, um perfil de imóvel se destaca: os estúdios e apartamentos de um ou dois dormitórios.
Em toda a cidade, eles já respondem por 95,3% dos lançamentos entre janeiro e agosto deste ano —28,8% no formato estúdio ou com um quarto e outros 66,5% com dois quartos.
Investidores têm apostado nessa fatia do mercado de olho da alta demanda por alugueis por temporada, o chamado "short stay" (curta estadia, em tradução livre).
Morador de Goiânia (GO), o empresário Cidinaldo Boschini, 47, mantém um portfólio diversificado em ativos imobiliários, em vários estados, e anda especialmente satisfeito com o retorno financeiro dos estúdios que adquiriu na capital paulista.
São vários (ele não divulga quantos), com tamanhos entre 22 m² e 25 m². "A grande vantagem de investir em São Paulo é a taxa de ocupação, de 70% a 75%, com pouca variação ao longo do ano", justifica.
Investidores como Boschini já representam 80% da clientela da incorporadora Vitacon, que se especializou em empreendimentos desenhados sob medida para o segmento "short stay". Eles são erguidos em bairros valorizados e compensam a pouca metragem das unidades com um cardápio extenso de comodidades e espaços de convivência.
Lançamento recente da incorporadora, o Vitacon Alameda Franca, no Jardim Paulista, terá 182 estúdios e apartamentos de um e dois quartos, entre 19 m² e 37 m², com preço do metro quadrado de R$ 30 mil a R$ 35 mil. Já o Vitacon Cardoso de Almeida, em Perdizes, vai reunir 525 estúdios de 24 m², ao custo médio de R$ 22 mil o m².