O ataque aconteceu no final do ato de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na avenida Sanitária. Imagens que circulam nas redes sociais mostram um grupo de homens, alguns vestidos de verde e amarelo, jogando pedras, garrafas e outros objetos em manifestantes que estavam em um carro de som.
Há também imagens da vereadora com sangue no rosto e sendo amparada por aliados, aparentemente desmaiada. Ela precisou ser carregada do carro de som para uma uma ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), com o rosto machucado.
A vereadora foi levada a um hospital, onde foi medicada e submetida a exames.
"A violência política é uma ameaça à democracia e não pode ser naturalizada", diz nota da assessoria da parlamentar "É inadmissível que pessoas sejam agredidas por expressarem suas posições políticas. Nenhuma divergência justifica a violência".
De acordo com o vereador Daniel Dias (PC do B), o ataque aconteceu após uma negociação para que o caminhão de som pudesse passar por um trecho da avenida que era ocupado por uma manifestação de apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa pela Presidência da República.
"Pedimos passagem com diálogo, mas fomos respondidos com covardia e agressões no chão e no caminhão", disse.
O parlamentar disse que as agressões continuaram até mesmo após a polícia ser chamada.