Em uma eleição apertada, Lula venceu Flávio Bolsonaro (PL) com a promessa de um governo atento às questões fiscais, mas sem que isso prejudique a execução de políticas públicas sociais.
Em entrevistas, debates e eventos públicos, Lula defendeu propostas como ampliar o programa Pé-de-Meia para o ensino superior, cumprir a meta de zerar o desmatamento no país até 2030 e lançar mais uma edição do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para atrair e manter investimentos públicos e privados em infraestrutura.
Confira na íntegra o plano de governo de Lula
Veja as propostas de Lula por tema:
Manter o arcabouço fiscal atual para conter o crescimento das despesas, reduzir a taxa de juros e manter a inflação controlada sem prejuízo de políticas públicas sociais.
Retomar o crescimento econômico e controlar o aumento do gasto primário para promover controle fiscal.
Discutir o sistema de emendas parlamentares, em que deputados e senadores enviam dinheiro para projetos voltados às suas bases eleitorais, classificadas pelo documento como "grave distorção na elaboração e gestão do orçamento federal".
Investir em infraestrutura, indústria e crédito para que o Estado induza o aumento da produtividade, torne a produção nacional mais competitiva, promova crescimento sustentável da economia e aprimore serviços para a população.
Regulamentar a reforma tributária do consumo para tornar os produtos da cesta básica isentos de impostos e aplicar imposto seletivo para desestimular produtos nocivos à saúde .
Promete a "maior política de crédito que o país já conheceu". Quer aprimorar regras de oferta e responsabilidade na concessão de crédito para acompanhar o endividamento das famílias e das empresas.
Sancionou pacote voltado para MEI (microempreendedor individual), aumentando o teto de enquadramento dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e perdoando R$ 15 bilhões em dívidas.
Alfabetizar 80% das crianças na idade certa.
Expandir creches e pré-escolas com recursos do Novo PAC.
Financiar a educação em tempo integral com Fundeb e Novo PAC.
Políticas para a formação estudantil
Implementar o Novo Ensino Médio com reequilíbrio da formação geral básica e fortalecer o programa Pé-de-Meia.
Oferta de educação técnica e profissionalização
Expandir o ensino técnico com 111 novos institutos federais e criar cursinho preparatório.
Manter o piso nacional do magistério, criar o Pé-de-Meia Licenciatura e o programa Bolsa Mais Professores.
Implementar políticas de equidade, educação escolar quilombola, letramento digital e programas MEC Livros e MEC Idiomas.