"O temor é que as empresas usem esse poder para garantir direitos sobre conteúdo jornalístico", afirmou Lene Eltvik Vindfeld, diretora da MBL (Associação Norueguesa de Empresas de Mídia), em comunicado.
"A Meta usa os investimentos dos grupos de mídia para desenvolver serviços de inteligência artificial que concorrem diretamente com eles. Isso é inaceitável e distorce a concorrência", acrescentou.
Segundo os autores da ação, os novos termos de uso da Meta se aplicariam a todos os titulares de contas profissionais —veículos de imprensa, empresas e varejistas— e não lhes dariam outra opção para rejeitá-los além de excluir suas contas.
Os grupos afirmaram ter apresentado um pedido ao Tribunal Distrital de Oslo para obter uma liminar que impeça a entrada em vigor dos termos de uso até que haja uma decisão sobre o mérito do caso.
Entre os autores da ação estão a emissora pública NRK, os grupos de mídia Schibsted, Amedia, Polaris e Aller, além da agência de notícias norueguesa NTB.
Procurada pela AFP, a Meta afirmou que adiou a implementação dos novos termos de uso para 20 de novembro "para permitir mais tempo para explicar a nossos parceiros e partes interessadas o que está mudando e o que não está".
Em 14 de outubro, a MBL e a NRK também haviam ameaçado processar a Meta, acusando a gigante americana de lucrar com anúncios fraudulentos que se passavam por anúncios das próprias organizações para aplicar golpes em usuários da internet.