Apesar de a medida mais forte que Lula tomou ter tido foco em um público de renda mais baixa, o reajuste do Bolsa Família, foi no recorte de renda acima de cinco salários mínimos (R$ 8,1 mil) em que houve a movimentação mais favorável ao presidente, segundo a pesquisa Datafolha divulgada nessa quinta-feira.
Ele ainda está bem atrás de Flávio nesse segmento, mas a distância desde a última semana passou de 25 para 14 pontos porcentuais, com Flávio saindo de 59% para 54% das intenções de voto e Lula subindo de 34% para 40%.
Na renda mais baixa, os dois candidatos subiram um ponto cada, com o presidente mantendo uma vantagem de 15 pontos e tendo 54% das intenções de voto.
Nas últimas semanas, o governo tem anunciado medidas e feito promessas. Além do reajuste do Bolsa Família, cujo pagamento foi antecipado nessa semana e se concluiu ontem, o Planalto conseguiu aprovar o fim da escala 6x1 no Congresso, reduziu impostos sobre gasolina e etanol e lançou e aprovou medidas com foco no microempreendedor individual, como a elevação do teto em 2027 para R$ 110 mil por ano, algo como R$ 9,1 mil por mês.
Um interlocutor do governo vê a medida do MEI como um fator que pode ter pesado na melhora no segmento de renda mais alta, já que o novo teto vai beneficiar mais esse grupo. Mas também há uma leitura de que esse segmento, com mais acesso a informação, pode estar ficando com mais medo do candidato, por conta do noticiário mais negativo contra ele.
Na caixa de ferramentas do governo também foi adotado o fim das bets e o anúncio de um novo Desenrola, dessa vez com o próprio governo dizendo que vai comprar as dívidas em inadimplência, limpar o nome das pessoas e depois ver se cobra ou não.
Segundo o Datafolha, no segmento de renda média, entre dois e cinco salários mínimos, a distância se manteve, com Flávio liderando por 15 pontos e tendo 54% das intenções de voto.