Ucrânia ataca fábrica petroquímica um dia após ofensiva com míssil matar três no centro da Rússia

A Ucrânia disse ter atingido neste sábado (24) uma fábrica petroquímica em Togliatti e outros alvos na Rússia , um dia depois de um ataque de mísseis que matou três pessoas em Oriol.

Por Admin ·

Ucrânia ataca fábrica petroquímica um dia após ofensiva com míssil matar três no centro da Rússia

Na sexta (23), uma ofensiva com mísseis contra uma instalação na cidade de Oriol, no centro da Rússia, matou três pessoas na sexta-feira, informou o governador regional, Andrei Klichkov. Ele não identificou o local atingido, mas disse que o ataque provocou um incêndio e que os corpos foram retirados dos escombros.

"Mais um ataque inimigo com mísseis contra um alvo civil", afirmou em um comunicado nas redes sociais, acrescentando que uma empresa foi danificada no distrito Sovietski. Segundo ele, o ataque ocorreu no horário de pico, quando as pessoas saíam do trabalho.

Neste sábado, um ataque com drones danificou várias instalações industriais em Togliatti, no oeste da Rússia, afirmaram autoridades russas. O prefeito, Ilia Sukhikh, disse que as informações preliminares indicavam não haver mortos nem feridos, mas não especificou os locais atingidos. Kiev afirmou ter atingido a Togliattikautchuk, uma das maiores produtoras de borracha sintética da Rússia.

Uma zona industrial em Omsk, na Rússia,também foi alvo de um ataque de drones ucranianos neste sábado, informou o governador regional, Vitali Khotsenko. A região, no sudoeste da Sibéria, abriga uma refinaria de petróleo operada pela Gazprom Neft. As autoridades não deres detalhes se alguma instalação foi atingida nem apresentou uma avaliação dos danos.

A Ucrânia também informou ter atacado a fábrica de eletrônicos Proton, na região de Oriol, que, segundo Kyiv, produz componentes para mísseis de cruzeiro e balísticos. As Forças Armadas disseram ainda ter atingido uma aeronave na base aérea de Ieisk, no sul da Rússia. Autoridades locais confirmaram um ataque na área, mas afirmaram que ele causou apenas pequenos danos a dois prédios residenciais.

O Ministério da Defesa russo disse que suas defesas aéreas destruíram 1.297 drones, um míssil de cruzeiro Scalp, de fabricação francesa, e quatro mísseis ucranianos Neptune nas últimas 24 horas.

Nesta semana, o enviado de Trump Steve Witkoff conversou com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensk, e seu homólogo russo, Vladimir Putin, e ficou acertada a volta das negociações de paz, sob olhares céticos dos aliados europeus de Zelenski. Segundo o Kremlin anunciou na sexta e a Ucrânia confirmou, elas ocorrerão em novembro em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Ainda neste sábado, a Ucrânia informou que o Starlink e sua versão militar, o Starshield, voltaram a operar em alta velocidade após mais de uma semana de restrições que prejudicaram operações militares e aumentaram as tensões com os Estados Unidos .

Os problemas nos sistemas da SpaceX , de Elon Musk , começaram depois que o presidente dos EUA, Donald Trump , anunciou um acordo para comprar diesel russo enquanto pressionava Kiev a interromper os ataques a refinarias de petróleo da Rússia.

Autoridades ucranianas disseram que as restrições reduziram a capacidade de interceptar drones de ataque russos e forçaram o cancelamento de algumas operações. Enquanto as limitações vigoraram, a Ucrânia teve dificuldade para operar em velocidades superiores a 160 km/h.

O ministério não informou se o serviço foi totalmente restabelecido, e as Forças Armadas não divulgam as velocidades máximas dos sistemas.

Kiev não depende dessas redes para operações de drones de longo alcance em território russo, mas o Starlink é vital para as comunicações na linha de frente, e o Starshield é usado em operações militares nos territórios ocupados.

As restrições provocaram indignação na Ucrânia, especialmente porque coincidiram com interrupções nos alertas fornecidos por aliados sobre ataques russos com mísseis. Kiev disse depois que continuava recebendo informações de inteligência dos EUA.

Nem Musk nem o governo americano assumiram responsabilidade pelas restrições. A Reuters informou que a ordem para reduzir a velocidade do Starshield veio de dentro da Casa Branca. Segundo pessoas familiarizadas com o tema, governos americanos já pediram à SpaceX várias vezes que ativasse ou desativasse o Starlink em diferentes países.

Na sexta-feira, Trump disse que, se os problemas persistissem, "resolveria a questão".