TSE reúne observadores internacionais na véspera do segundo turno, e Nunes Marques diz eleição mobiliza estrutura maior que a do Super Bowl

24/10/2026 10h44 Atualizado 24/10/2026 11h01 O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, reuniu observadores internacionais na véspera do segundo turno e afirmou que o primeiro turno ocorreu com normalidade e que a s

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TSE reúne observadores internacionais na véspera do segundo turno, e Nunes Marques diz eleição mobiliza estrutura maior que a do Super Bowl

24/10/2026 10h44 Atualizado 24/10/2026 11h01

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, reuniu observadores internacionais na véspera do segundo turno e afirmou que o primeiro turno ocorreu com normalidade e que a segunda etapa do pleito seguirá da mesma forma. Ele abordou a complexidade logística da eleição e disse que a estrutura mobilizada é maior que a do Super Bowl, a final do campeonato da principal liga de futebol americano dos Estados Unidos, a NFL.

— Se aquele espetáculo exige uma operação tecnológica e logística de enorme complexidade, a eleição brasileira mobiliza uma estrutura ainda maior para garantir a cada cidadão o direito de escolher seus representantes. No Brasil, essa operação é realizada por uma Justiça Eleitoral presente em todo o território nacional, conduzida por magistrados, executada por servidores públicos, apoiada por mesários e colaboradores e fiscalizada pelos partidos políticos — apontou.

— A tecnologia é indispensável. Mas são as pessoas que fazem essa estrutura funcionar. A urna registra o voto. A Justiça Eleitoral protege o processo. E o povo lhe dá sentido — completou.

A declaração ocorreu na abertura de evento, na manhã deste sábado, no TSE, que reuniu representantes de 47 países que acompanham as eleições brasileiras. Em breve discurso, o ministro deu ênfase aos relatórios preliminares das missões de observação eleitoral, nacionais e internacionais.

Segundo Nunes Marques, as avaliações, feitas pela Organização dos Estados Americanos (OEA), o Parlamento do Mercosul (Parlasul), o Centro Carter, a Unión Interamericana de Organismos Electorales (UNIORE) e outras organizações "reconheceram a capacidade operacional da Justiça Eleitoral, o funcionamento das urnas eletrônicas, a preparação dos mesários, os mecanismos de auditoria e a transparência das etapas de transmissão, totalização e divulgação dos resultados".

— As missões também registraram que a votação transcorreu, em geral, de maneira tranquila e organizada nas localidades acompanhadas, sem identificação de incidentes graves nesses locais — salientou o ministro.

Ainda segundo o presidente do TSE, observações feitas pelos convidados internacionais sobre o pleito serão consideradas na "avaliação do processo e na elaboração de novas medidas". Nunes Marques citou apontamentos sobre filas, identificação biométrica, acessibilidade, sinalização, orientação dos eleitores e planejamento de contingências.

Ainda segundo Nunes Marques, a Justiça eleitoral se preparou para o segundo turno das eleições 2026 com o "mesmo empenho, serenidade e respeito à vontade soberana do eleitor" que no primeiro tuno, quando as organizações estrangeiras "reconheceram a capacidade operacional da Justiça Eleitoral".

Futuro presidente do TSE nas eleições 2028 defende regras para evitar 'ringues' em debates

Em palestra realizada no mesmo evento, o ministro Dias Toffoli destacou que um desafio que a Justiça Eleitoral deve enfrentar, após a eleição, é a transformação do espaço de debates entre os candidatos em locais para "trocas de acusações". O ministro vai presidir o TSE durante as eleições municipais de 2028.

Segundo Toffoli, com a polarização do País, deixou-se de assistir a exposição de proposições de governo, por candidatos, um debate propositivo e de conteúdo. Para o ministro, o lugar das propostas foi tomado por "embates pessoais, individuais".

— Temos o desafio de estabelecer regras que possam por fim a utilização de canais, como o rádio e a televisão, para ouvir ofensas entre os candidatos. Só pode haver uma única forma de conteúdo: proposições. Um desafio para o futuro então é acabar com a possibilidade de canais de comunicação - radio, tv e redes sociais, disponibilizados para a divulgação dos programas de candidatos - serem transformados em um ringue e arena. Temos que fazer com que a política volte a discutir política e isso é grande desafio — afirmou.

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