Esse era o figurino que ele utilizava quando era CEO da Gettr, rede social nos moldes do X, que criou em 2021, mirando sobretudo os públicos trumpista e bolsonarista. A promessa era de uma ferramenta sem a "censura" imposta pelas big techs tradicionais.
Em artigo para a Folha publicado em 28 de novembro de 2021 , Miller disse que "a Gettr quer ser uma força do bem na luta pela liberdade de expressão".
"Há até pouco tempo, a censura parecia ser um fantasma distante no Brasil. Novos ventos, porém, trouxeram novos desafios", escreveu.
Miller via o mercado brasileiro como estratégico, por ter um público vasto que se dizia alvo das grandes plataformas, com posts apagados ou restritos. Ele veio diversas vezes ao país.
"Vivemos sob uma nova ortodoxia estabelecida pelas big techs —um punhado de grandes empresas que controlam virtualmente todas as redes sociais. Como os Estados totalitários, essas organizações —disfarçadas de empresas de mídia social— não só monitoram cada passo do cidadão: exercem um controle completo sobre seus pontos de vista, enquanto lucram com os seus dados", afirmou.
Hoje, ele está afastado da Gettr e voltou a ser assessor próximo de Trump, um presidente que tem relação próxima com alguns dos principais magnatas do setor de tecnologia.