Trump vota antecipado em eleições para o Congresso dos EUA e volta a falar em fraude, sem provas

O presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , votou antecipadamente neste sábado (24), na Flórida, para as eleições de meio de mandato, previstas de 3 de novembro, em que os republicanos tentam manter o controle do Congresso.

Por Admin ·

Trump vota antecipado em eleições para o Congresso dos EUA e volta a falar em fraude, sem provas

Trump e a primeira-dama, Melania Trump , votaram em Palm Beach, perto da residência do casal em Mar-a-Lago, antes de o presidente seguir para um comício de campanha na Geórgia. Embora não seja candidato, o presidente tem percorrido o país para mobilizar apoiadores e impulsionar os republicanos, que enfrentam o risco de perder a maioria estreita nas duas Casas do Congresso.

Em uma conversa com jornalistas, o presidente também voltou a questionar a segurança do sistema eleitoral americano. Sem apresentar provas, alegou que houve fraude em massa nas eleições de 2020 e afirmou que haveria cédulas inválidas em Los Angeles, cidade de maioria democrata.

Trump tem histórico de contestar resultados desfavoráveis. Em janeiro, lamentou, em entrevista ao jornal The New York Times, não ter usado a Guarda Nacional para apreender máquinas de apuração após a derrota para Joe Biden .

O presidente também já defendeu que os republicanos assumissem o controle da votação em alguns locais e propôs "nacionalizar" as eleições, apesar de a Constituição atribuir aos estados a administração do processo eleitoral. Nessa ofensiva, travou uma briga com o Congresso pela aprovação do Save America Act, projeto que exige documento com foto e comprovante de cidadania para registro eleitoral e amplia o compartilhamento de dados entre os estados e o governo federal. A proposta não foi aprovada.

O governo afirma que as iniciativas buscam combater fraudes e assegurar que apenas pessoas com direito ao voto participem das eleições. Não há, no entanto, registros de fraudes significativas nesse sentido.

No mês passado, a Suprema Corte recusou um pedido do governo para permitir que o Serviço Postal aplicasse novas regras sobre as cédulas enviadas pelo correio. A decisão foi um revés para a tentativa de restringir o voto por essa modalidade, que tende a favorecer os republicanos, já que eleitores democratas a utilizam em proporção maior, segundo pesquisas.

Trump tem intensificado a atuação política em defesa de seu partido em meio à queda de popularidade do seu governo e a pesquisas que apontam risco de derrota republicana. Historicamente, as eleições de meio de mandato costumam favorecer a oposição ao partido que ocupa a Casa Branca.

Com risco de perder o exíguo controle que hoje tem sobre o Congresso, a operação política de Trump destinou US$ 277 milhões, de setembro a meados de outubro, para apoiar candidatos do partido, revelou uma reportagem do The New York Times .

Sem maioria no Legislativo, Trump teria menos espaço para aprovar sua agenda legislativa nos dois últimos anos de governo. Os democratas também prometem ampliar as investigações sobre os negócios do presidente e de pessoas próximas a ele.