Nos recados que chegaram ao Kremlin após a visita do negociador Kirill Dmitriev a Trump, na quinta-feira passada (5), o americano está disposto até a retomar os termos que Putin havia imposto em um ultimato ao Ocidente no fim de 2021, que foi ignorado.
Segundo aquela proposta, além da perda territorial de quatro regiões ucranianas e da confirmação da neutralidade de Kiev, sem apoio da Otan , Putin ainda ganharia alguma forma de retirada de forças ofensivas da aliança militar liderada pelos EUA do Leste Europeu —no caso, os Estados Bálticos.
Em troca, o Kremlin fez saber que está disposto a algum cessar-fogo mesmo antes de um tratado de paz definitivo, o que poderia ocorrer já na primavera europeia, no fim de março de 2027.
Até aqui, a Rússia dizia só topar uma trégua final sob suas condições. Mas a pausa de combates em torno da cidade sitiada de Olechki, promovida pela primeira-dama Melania Trump, vem sendo citada com um exemplo que pode ser ampliado.
O cenário antecede a retomada das negociações diretas entre russos e ucranianos, mediadas pelos Estados Unidos em Abu Dhabi . Elas estão marcadas para esta terça (10) e quarta (11), e neste domingo (8) a França disse que deverá haver algum tipo de participação europeia.
Trump sinaliza ceder mais a Putin por fim da Guerra da Ucrânia
O governo de Donald Trump sinalizou ao Kremlin que irá ampliar as concessões a Vladimir Putin em troca de uma negociação que possa colocar fim à Guerra da Ucrânia , iniciada pelo russo em fevereiro de 2022.