Trump diz que guerra contra Irã contribuiu para derrota republicana nas eleições de meio de mandato

O presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , afirmou nesta quarta-feira (4) que a impopular guerra contra o Irã , iniciada em fevereiro deste ano e conduzida em parceria com Israel , contribuiu para a derrota republicana avassaladora na

Por Admin ·

Trump diz que guerra contra Irã contribuiu para derrota republicana nas eleições de meio de mandato

Em entrevista à emissora Fox News , Trump afirmou que o conflito foi um dos fatores que pesaram contra seu partido. "Acho que uma parte disso se deve ao Irã ", disse. Em outra entrevista, concedida ao Wall Street Journal , ele voltou a atribuir parte do resultado eleitoral à guerra: "O Irã foi um dos fatores".

Apesar do revés nas urnas e da promessa de campanha de não iniciar novos conflitos, Trump defendeu a decisão de atacar o país. Ao Wall Street Journal, afirmou que agiu de forma correta e que repetiria a ofensiva militar. "Fiz a coisa certa. Teria feito de novo", disse.

A guerra, que entrou em seu nono mês, é impopular entre os americanos desde o início. Durante a campanha, candidatos democratas de diferentes regiões responsabilizaram o conflito pelo aumento dos preços da gasolina e de outros produtos nos EUA.

Ao longo dos últimos meses, Trump apresentou objetivos e prazos variáveis para a operação militar. Em várias ocasiões, ameaçou intensificar os ataques americanos contra alvos iranianos, mas também afirmou que poderia encerrar o conflito a qualquer momento.

Em Teerã, o resultado das eleições americanas realizadas na terça (3) foi recebido com satisfação. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, comentou a vitória democrata em uma publicação na rede social X nesta quarta. "Os americanos disseram NÃO À GUERRA, e nós endossamos essa mensagem", escreveu.

A aprovação de Trump está próxima de seus piores índices em um contexto de insatisfação dos eleitores com a guerra contra o Irã , a alta dos combustíveis e o aumento do custo de vida. Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na segunda-feira (2) apontou que apenas 32% aprovavam o trabalho do presidente.

Com a contagem dos votos em andamento, o Partido Democrata obteve 228 das 435 cadeiras da Câmara, contra 139 dos republicanos. No Senado, os democratas já garantiram ao menos 54 dos 100 assentos.

A chamada "onda azul", pela cor dos democratas, foi maior do que a esperada em projeções antes do pleito.