"Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados ", afirmou. "Vamos trabalhar com os democratas e esperamos poder trabalhar com eles. Provavelmente chegaremos a algum acordo."
A declaração contrasta com o discurso adotado pelo presidente ao longo da campanha, quando questionou a confiabilidade do sistema eleitoral e condicionou o reconhecimento de uma eventual derrota à lisura da votação.
O tom conciliador também veio depois de Trump tentar se distanciar do desempenho republicano nas urnas. Em publicação na rede Truth Social, o presidente atribuiu parte do resultado à ausência de seu nome nas cédulas. "Se eu estivesse, teríamos vencido de lavada", escreveu.
Nas últimas semanas, porém, o próprio Trump havia pedido repetidamente que seus apoiadores votassem nos candidatos republicanos como se ele estivesse concorrendo. O presidente percorreu diferentes estados em comícios e transformou a eleição em um teste de sua popularidade.
Trump chegou às urnas com a aprovação próxima do menor nível de seus dois mandatos. Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na segunda-feira (2) mostrou que apenas 32% dos americanos aprovavam seu governo, em meio à insatisfação com o custo de vida e a condução da economia.
Na véspera da votação, o republicano já havia reconhecido a possibilidade de derrota. Durante um evento diante do Memorial de Lincoln, em Washington, lembrou que o partido do presidente costuma perder cadeiras nas eleições de meio de mandato.
"Normalmente, seja quem for o presidente, republicano ou democrata, bom ou ruim, por alguma razão, o partido do presidente não vence as eleições de meio de mandato. Mas nós nos esforçamos muito", afirmou.
No domingo (1º), em um comício no Kansas, Trump também havia recorrido ao histórico eleitoral americano para justificar a dificuldade enfrentada pelos republicanos. Segundo ele, nas últimas 25 eleições de meio de mandato, o partido do presidente havia vencido apenas duas vezes.