Com o crescimento, o Brasil chegou a 1.160,1 quilômetros de trilhos urbanos, operados por 23 sistemas de trens, metrôs, VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos) e monotrilhos, ante os 1.144,7 quilômetros existentes ao final do ano passado.
A média dos últimos dez anos aponta crescimento de 12,9 quilômetros anuais, abaixo do que as cidades necessitam, aponta Ana Patrizia Lira, diretora-presidente da ANPTrilhos (Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos). No ano passado, foram somente 7,2 quilômetros a mais de trilhos urbanos.
No documento da associação em que os resultados foram divulgados, a executiva afirma que os dados indicam que há demanda por transporte sobre trilhos, "mas a rede, historicamente, não cresceu na velocidade necessária para atendê-la".
Atualmente, o país conta com 52 linhas metroferroviárias distribuídas por 73 municípios de 12 unidades da federação. O total subiu em relação às 49 linhas do ano anterior graças à adição da Linha 4–Laranja (ramal do Aeroporto), em Fortaleza, do primeiro trecho do VLT de Salvador e da Linha 17–Ouro, em São Paulo —todas encerrando o semestre em fase de operação assistida. Há ainda outros 17 projetos em execução que, quando concluídos, ampliarão a rede em 174,2 quilômetros e 115 novas estações.
Trilhos no país avançam acima da média, mas expansão ainda é tímida para as metrópoles
A malha metroferroviária no país cresceu 15,4 quilômetros no primeiro semestre, acima da média dos últimos dez anos, mas um avanço ainda insuficiente em relação às necessidades das regiões metropolitanas brasileiras.