Fundada em 2005, em Osasco (SP), a casa se mudou para Juquitiba em 2018. O terreiro busca o reconhecimento de seu patrimônio histórico, cultural e religioso para preservar a tradição Jeje-Mahi e garantir a transmissão de seus conhecimentos entre gerações. Considerando iniciados, recém-chegados e frequentadores, mais de 150 pessoas mantêm vínculos com a comunidade.
A reivindicação também ocorre após um episódio relatado pela comunidade em janeiro de 2024, quando policiais militares entraram no território durante uma festividade religiosa, após reclamações de um vizinho sobre o volume do som. Segundo integrantes do terreiro, os agentes questionaram Doné Neide de Oyá sobre antecedentes criminais. A comunidade afirma que o caso reforçou a preocupação com o racismo religioso e a proteção de seu espaço sagrado.
A Roça do Vargedo mantém vínculos ancestrais com a Roça do Ventura, terreiro de Cachoeira (BA) reconhecido como patrimônio cultural brasileiro pelo Iphan. Em outubro, Doné Neide completa 34 anos de iniciação religiosa. Para a comunidade, o tombamento é uma forma de proteger o território onde são praticadas e transmitidas as tradições do Candomblé Jeje-Mahi.