Terra Indígena Yanomami não registra morte por malária no 1º semestre de 2026

A malária na Terra Indígena Yanomami , fruto do desequilíbrio ambiental causado pelo garimpo, não causou mortes entre janeiro e junho de 2026, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (5) pelo Ministério da Saúde após esforços para fr

Por Admin ·

Terra Indígena Yanomami não registra morte por malária no 1º semestre de 2026

O ano de 2025 também não registrou mortes neste mesmo período —contudo, cinco óbitos foram registrados entre julho e dezembro. Já no primeiro semestre de 2024, houve nove, sendo oito de crianças de 0 a 9 anos. Entre janeiro e junho de 2023, foram 14 mortes, metade sendo de menores de 10 anos.

O território viu o problema se agravar em 2023 após o aumento da invasão de garimpeiros durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A atividade criminosa também agravou casos de desnutrição e de doenças associadas à fome, como diarreia, além de infecções respiratórias.

Conforme o relatório, os óbitos por desnutrição no primeiro semestre deste ano apresentaram redução de 73,5% em comparação com 2023, quando foi declarada emergência em saúde pública no território, que possui 96.650 km² entre Amazonas e Roraima.

Ao todo, entre janeiro e junho de 2026, foram registrados 6.891 casos de malária na terra indígena, uma redução de 50,8% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram notificados 14.018 casos —a redução dos casos ocorreu em meio à ampliação da capacidade de diagnóstico.

Em 2024, a Terra Yanomami registrou 33,3 mil casos de malária , sendo que 14.672 (44%) se referiam a crianças de 0 a 9 anos. Em 2025, foram 26.655 registros da doença no local. A pasta não fez comparativo com os primeiros semestres desses anos.

O Ministério da Saúde atribui a redução do resultado às ações de controle que incluíram ampliação da testagem, busca ativa, diagnóstico e tratamento, incluindo a incorporação do medicamento tafenoquina, administrada em dose única para pacientes com malária.

O estudo aponta que, no primeiro semestre, o número de doses de vacinas aplicadas foi de 34.817. Na área de nutrição, o acompanhamento infantil também avançou com maior cobertura de atendimentos. A letalidade por infecções respiratórias agudas também teve redução.

A crise sanitária foi um dos primeiros grandes desafios do terceiro mandato de Lula (PT), que mobilizou equipes de Força de Segurança e de Saúde Pública para frear a devastação ambiental que agravou o aumento de mortes de indígenas na região, seja por doenças ou pela violência armada.