O resultado representa uma melhora em relação ao trimestre anterior , quando o desemprego estava em 5,4%, e ao mesmo período de 2025, que registrou 5,6%. A pesquisa revela que 234 mil pessoas deixaram a condição de desocupadas entre o segundo e o terceiro trimestre deste ano.
Ao mesmo tempo, a população ocupada chegou a 103,6 milhões de brasileiros , o maior número desde o início da série histórica, em 2012. São 581 mil trabalhadores a mais em três meses e aproximadamente 1,2 milhão em comparação com o ano passado.
A redução do desemprego também veio acompanhada de crescimento na renda total recebida pelos trabalhadores, embora o rendimento médio tenha permanecido estável na comparação trimestral. O cenário indica avanços na quantidade de pessoas trabalhando , mas também apresenta diferenças entre setores e modalidades de ocupação.
O Brasil encerrou setembro com cerca de 5,6 milhões de pessoas desocupadas, uma redução de 6,9% em relação ao terceiro trimestre de 2025. Na comparação anual, isso representa aproximadamente 417 mil brasileiros a menos procurando emprego sem encontrar uma ocupação.
Outro indicador positivo foi o nível de ocupação, que chegou a 59%. Isso significa que, de cada 100 pessoas em idade de trabalhar, aproximadamente 59 estavam ocupadas no período analisado.
Entre os setores econômicos, a construção civil apresentou um dos resultados mais expressivos. O número de trabalhadores na atividade cresceu 2,8% no trimestre, equivalente a 210 mil pessoas a mais . A construção foi o único grande grupo de atividades com crescimento estatisticamente significativo da ocupação no período.
Além da redução do desemprego, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores chegou a R$ 3.790 mensais . O valor representa crescimento de 3,6% em relação ao mesmo período de 2025, já descontada a inflação, mas não apresentou variação estatisticamente significativa frente ao trimestre anterior.
A soma dos rendimentos recebidos pelos trabalhadores brasileiros alcançou R$ 387,5 bilhões, um recorde histórico. Esse montante cresceu 4,7% em um ano , resultado que considera tanto a quantidade de pessoas ocupadas quanto os valores recebidos pelo trabalho.
O número de empregadores também alcançou uma marca inédita, chegando a 4,5 milhões de pessoas. Apesar dos avanços, a informalidade ainda atingia 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores. Agência Gov
Os avanços aparecem também em outra base de dados. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) , o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) registrou saldo positivo de 165.827 empregos formais em agosto, elevando para 1,13 milhão o total de postos criados entre janeiro e agosto de 2026. O levantamento considera vínculos formais e não deve ser confundido com a PNAD Contínua, que acompanha diferentes formas de ocupação. Ministério do Trabalho e Emprego
Apesar da queda da taxa de desemprego, o país ainda tinha 4,3 milhões de pessoas trabalhando menos horas do que gostariam. A próxima divulgação da PNAD Contínua, prevista para 27 de novembro, permitirá acompanhar se a redução da desocupação continuará no trimestre encerrado em outubro.
Taxa de desemprego cai para 5,2% e atinge menor nível em 14 anos
O resultado representa uma melhora em relação ao trimestre anterior , quando o desemprego estava em 5,4%, e ao mesmo período de 2025, que registrou 5,6%. A pesquisa revela que 234 mil pessoas deixaram a condição de desocupadas entre o segun