01/11/2026 14h12 Atualizado 01/11/2026 14h13
A investigadora paranormal e historiadora MJ Wayland analisou mais de 2.000 relatos em primeira mão de encontros sobrenaturais, coletados nos últimos 30 anos, para descobrir quais são as aparições mais comuns e os resultados revelaram que os avistamentos assumem uma variedade de formas sinistras.
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Segundo a especialista, encontros reconfortantes ou "amigáveis" estão se tornando coisa do passado, sendo substituídos por experiências mais aterrorizantes. "figuras sombrias" são a forma de avistamentos mais comum.
Elas aparecem em pelo menos 14% de todos os relatos de experiências sobrenaturais — mais que o dobro dos 6% registrados na década de 1990. Em contrapartida, espectros brancos brilhantes ou fantasmas que se assemelham a humanos reais praticamente desapareceram.
Wayland coletou mil histórias de fantasmas postadas em diversos perfis na internet entre 1994 e 2012 e então comparou com outras 1.000 histórias postadas entre 2024 e 2026, para ver como os avistamentos de fantasmas mudaram ao longo do tempo.
"Na década de 1990, a maioria dos fantasmas se assemelhava mais a figuras humanas, o que tornava muito difícil distinguir entre uma pessoa real e uma figura humana, como um ladrão", afirma.
Ela encontrou 238 relatos das 1.000 postagens antigas originais que descreviam a aparência de uma figura, e quase todos eles registravam uma figura sólida que parecia uma pessoa viva. Seres brancos, brilhantes ou translúcidos também apareceram em muitos dos avistamentos relatados, representando um aumento de 24% em todos os relatos de avistamentos.
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Curiosamente, em 91 desses casos, foi relatado que a figura se assemelhava a um parente falecido ou ente querido. Entretanto, essas aparições amigáveis ou até de entes queridos entrou em declínio a partir de 2012.
Em 2026, os avistamentos de figuras semelhantes a humanos diminuíram em um quarto, os relatos de figuras brilhantes caíram um terço e o número de pessoas que disseram ter visto um parente falecido também diminuiu.
"Em comparação com aquela época, houve um aumento enorme nas figuras não identificadas", disse.
Essas figuras escuras são descritas como tendo a forma de uma pessoa, sem traços discerníveis ou roupas reconhecíveis, e muitas vezes são relatadas como sendo sem rosto.
Dos 342 relatos recentes que descrevem ter visto uma figura, 50% disseram ter visto uma silhueta sombria sem detalhes, um aumento em relação aos 29% registrados nos primeiros relatos na internet.
Os céticos argumentam que os relatos de figuras sombrias soam notavelmente semelhantes às visões relatadas por pessoas que sofrem de paralisia do sono.
Nesses casos, durante o sono, o cérebro envia sinais temporários para paralisar os músculos, impedindo que as pessoas representem seus sonhos e se machuquem. Isso significa que, às vezes, as pessoas podem acordar e perceber que não conseguem se mover ou falar, apesar de estarem conscientes e cientes do que acontece ao seu redor.
Esse sentimento paralisante é acompanhado, muitas vezes, por uma intensa sensação de medo ou de estar sendo empurrado para baixo e alucinações vívidas.
Wayland, no entanto, afirma que os chamados "demônios da paralisia do sono" por si só não explicam o aumento das visões sombrias.
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"A paralisia do sono explica algumas figuras sombrias, mas não explica por que elas mais que dobraram. A maioria das pessoas que viram uma estava completamente acordada, e esse grupo apresenta o mesmo aumento", afirma a investigadora.
Para Wayland, que se considera um "cético crente" na existência de fantasmas, a explicação para essa mudança não é que os fantasmas estejam mudando, mas sim que as pessoas que os veem estão.
Quando as pessoas se deparam com algo tão estranho, elas tendem a recorrer às descrições com as quais estão mais familiarizadas. E no caso de fantasmas, essas expectativas são enormemente influenciadas pelo que vemos em filmes e lemos online.
"Quando as pessoas veem algo que não conseguem explicar, elas tentam descrever aquilo com as palavras e imagens que eles já possuem, e hoje em dia é muito mais provável que seja uma sombra do que uma dama branca no meio de uma névoa", diz.
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Este quiz foi produzido pelo projeto Irineu, a iniciativa do GLOBO para oferecer aplicações de inteligência artificial aos leitores. Toda a produção de conteúdo com o uso do Irineu é supervisionada por jornalistas.
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