Três dias após a ofensiva, a polícia informou que até 33 pessoas ainda podem estar soterradas sob os escombros na vila de Komishuvakha. As equipes de resgate continuam as buscas, enquanto autoridades trabalham para identificar os corpos.
Na quarta (4), Ivan Fedorov, um dos dirigentes do Conselho de Defesa Regional de Zaporíjia, havia informado que 59 pessoas estavam desaparecidas. O número de vítimas, portanto, tende a aumentar.
Imagens registradas pela câmera corporal de um policial morto no ataque, cuja autenticidade foi verificada pela agência de notícias Reuters, mostram os momentos que antecederam um segundo bombardeio feito pelas forças russas. Após um alerta transmitido por rádio, moradores haviam se refugiado em um abrigo, que acabou destruído pela nova ofensiva.
Os bombardeios incluíram o uso de uma bomba planadora de três toneladas, com aproximadamente 1,4 tonelada de explosivos, segundo informações de sites especializados em inteligência militar.
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que a operação tinha como alvo unidades militares da Ucrânia nas proximidades de Komishuvakha e de outros dois povoados. Autoridades de Moscou disseram também que até 25 militares ucranianos foram mortos na ofensiva.
Ao longo de todo o conflito, iniciado em fevereiro de 2022, Rússia e Ucrânia sempre negaram atacar civis de forma deliberada.