Embora o senador Flávio Bolsonaro ( PL -RJ) e aliados contestem o resultado eleitoral por causa da decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal federal) Cristiano Zanin de manter as urnas abertas após as 17 horas de domingo, a medida teve impacto ínfimo no número total de votos e não mudaria em nada o resultado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu por uma diferença de 4.430.251 votos.
Após ser derrotado nas urnas, Flávio disse que "é impossível aceitar o resultado dessas eleições ", afirmou que pedirá a anulação dos votos e tratou como "sacanagem" a decisãodo STF que prorrogou em duas horas o horário da votação.
"O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi algo inclusive inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele e muda a regra do jogo, no meio do jogo, às 17 horas e um minuto", disse Flávio.
No domingo (25), diante de pedido da campanha de Lula, Zanin determinou que as urnas se mantivessem abertas até às 19h. A campanha de Flávio também fez um pedido de prorrogação do horário de abertura das urnas, mas restrito a cidades do Sul e do Sudeste onde tinha melhor desempenho eleitoral.
"O que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível, é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto de como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vou pedir anulação dessas eleições", afirmou.
Segundo Pedro Burgos, professor do Insper e especialista em jornalismo de dados que fez o levatamento a partir dos dados do TSE, na maioria das zonas eleitorais, esses votos extras aconteceram entre 17h e 17h20, ou seja, eram de pessoas que provavelmente estavam na fila.
"E em São Paulo, por exemplo, 80% das zonas já fecharam de fato às 17h", acrescenta.