Smart Sampa terá troca de coordenadores após falhas de segurança

A Prefeitura de São Paulo decidiu trocar a coordenação do Smart Sampa , programa municipal de vigilância com reconhecimento facial que estava vulnerável a invasões e acesso indevido às imagens de câmeras. Servidores foram avisados sobre a mudança nesta semana.

Por Admin ·

Smart Sampa terá troca de coordenadores após falhas de segurança

O novo coordenador titular será Silvio Conceição Thomé, que hoje está à frente da área de Políticas Integradas e Parcerias da Secretaria Municipal de Segurança Urbana. O segundo cargo mais importante do programa, de diretor de projetos, ficará com o advogado Gustavo Zardi, atualmente diretor de Parcerias e Cooperação Técnica na mesma pasta.

Thomé assumirá a coordenadoria no lugar de Pamella Cecarelli Candido, que estava no cargo desde o ano passado. Antes de trabalhar em São Paulo, Cecarelli era assessora de comunicação da prefeitura de São Bernardo do Campo durante a gestão de Orlando Morando ( MDB ), que se tornou secretário de Segurança Urbana da capital em janeiro de 2025.

O novo titular tem experiência em gestão de projetos, enquanto o vice é especializado em direito público. Ambos ocupam cargos comissionados na prefeitura paulistana.

Desde a semana passada, reportagens do UOL e da Folha mostraram que a plataforma tecnológica do Smart Sampa estava vulnerável a acessos indevidos.

Em 20 de outubro, o UOL mostrou que informações disponíveis na internet permitiam acessar imagens de câmeras do programa, inclusive em creches e unidades de saúde. Havia logins de servidores públicos num repositório público e era possível espelhar a transmissão de câmeras por meio de um prompt em programa de inteligência artificial.

Na ocasião, Nunes afirmou que o sistema era seguro e negou uso indevido .

Além disso, documentos e especialistas em segurança digital apontaram indícios de falhas que permitiam a usuários comuns acessar câmeras de outras cidades e dados sigilosos de forma ilimitada. Esses documentos descrevem problemas generalizados no desenho da plataforma SentinelX , que serve como base para o programa de vigilância, com várias vulnerabilidades que poderiam ser exploradas por invasores.