A proposta é estudar a viabilidade de produzir e-SAF no Nordeste . Esse combustível sintético pode ser fabricado com hidrogênio verde e energia de fontes renováveis, diminuindo a dependência de matérias-primas fósseis.
O projeto, chamado NedBraSAF , reúne o SENAI Ceará, o Porto do Pecém , o Porto de Rotterdam , nos Países Baixos, e a empresa Green Energy Park . A parceria conta com cofinanciamento da União Europeia e do Ministério Federal da Economia e Energia da Alemanha.
A assinatura ocorreu durante a European Hydrogen Week 2026. A produção ainda não começou , e o acordo estabelece estudos para definir as condições técnicas, econômicas e logísticas necessárias ao desenvolvimento dessa indústria.
O e-SAF pertence a uma categoria de combustíveis sintéticos que podem substituir parte do querosene de origem fóssil utilizado pelas aeronaves. Sua fabricação pode combinar hidrogênio produzido com eletricidade renovável e fontes de carbono.
A vantagem ambiental depende de todo o processo de fabricação. Segundo a Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci), a avaliação das emissões deve considerar o ciclo de vida do combustível , incluindo produção, transporte e utilização.
Isso significa que o e-SAF não torna os aviões livres de emissões. Para oferecer benefícios climáticos, a tecnologia precisa utilizar insumos adequados e atender aos critérios de sustentabilidade. O custo de produção também será um dos fatores avaliados antes de sua comercialização.
Além de participar da avaliação dos requisitos técnicos e econômicos, o SENAI Ceará atuará na preparação de trabalhadores para uma possível cadeia produtiva de e-SAF.
A instituição já desenvolve capacitações relacionadas às tecnologias necessárias ao setor. Em março de 2026, profissionais do Complexo do Pecém concluíram duas turmas de treinamento em hidrogênio verde , realizadas em parceria com o SENAI e com a Associação das Empresas do Complexo Industrial e Portuário do Pecém.
A formação teve carga horária de 40 horas e abordou operações portuárias, transporte, manuseio e segurança. Essa experiência é anterior ao novo acordo e não representa o início de cursos específicos para produzir e-SAF.
Outro desafio será definir como o combustível poderá chegar aos compradores. A participação dos portos do Pecém e de Rotterdam permitirá avaliar a infraestrutura necessária e possíveis rotas comerciais entre o Nordeste brasileiro e a Europa.
O acordo, segundo o SENAI , estabelece uma etapa de preparação. Ainda não há data confirmada para o início da produção , capacidade industrial definida ou investimento total divulgado. Esses pontos dependerão dos estudos de viabilidade que determinarão os próximos passos do combustível sustentável de aviação no Ceará.
SENAI fecha acordo para desenvolver combustível sustentável de aviação no Ceará
A proposta é estudar a viabilidade de produzir e-SAF no Nordeste . Esse combustível sintético pode ser fabricado com hidrogênio verde e energia de fontes renováveis, diminuindo a dependência de matérias-primas fósseis. O projeto, chamado N