A Brace Pharma, farmacêutica brasileira do Grupo EMS, lança nas farmácias, nesta sexta-feira, o SemaClique, um novo medicamento nacional que faz parte das chamadas canetas emagrecedoras, injetáveis indicados para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. O remédio tem como princípio ativo a semaglutida, mesma molécula do Ozempic e do Wegovy cuja patente chegou ao fim no país em março deste ano.
O SemaClique foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em agosto junto a outras versões inéditas de semaglutida que começaram a ser comercializadas no Brasil com o fim da exclusividade do laboratório dinamarquês Novo Nordisk, que desenvolveu a substância.
A caneta é um similar do Ozivy, da EMS, que foi a primeira alternativa de semaglutida autorizada no país após o fim da licença. O SemaClique foi aprovado pela Anvisa para uso no tratamento do diabetes tipo 2 em conjunto com mudanças na alimentação e prática de atividades físicas. A venda está sujeita à prescrição de receita médica em duas vias.
“O fim da patente da semaglutida abriu um novo ciclo competitivo no mercado brasileiro e criou uma oportunidade estratégica importante para a Brace Pharma. Mais do que entrar em uma categoria de alto crescimento, vimos a oportunidade de ampliar o acesso a uma molécula já consolidada na prática clínica, combinando produção nacional e a nossa experiência em medicamentos de prescrição”, afirma Marcelo Neri, diretor executivo do Grupo EMS (Brace Pharma, Ofta e USK), em nota.
Segundo a Brace Pharma, o SemaClique chega às farmácias com a proposta de ser uma alternativa mais acessível, a preços de R$ 464,81 por unidade ou R$ 333 a unidade no combo com 3 canetas.
Além disso, o medicamento tem como novidade um modelo de utilização via cliques para facilitar a adaptação das doses e reduzir o custo do tratamento. Na prática, uma única caneta concentra diferentes possibilidades de dosagem, sem a necessidade de adquirir uma nova apresentação a cada mudança de concentração indicada pelo médico.
“O paciente já lida com rotinas complexas e custos elevados. Nossa preocupação é facilitar essa jornada, tornar a adesão menos confusa e mais viável. Tivemos um verdadeiro clique ao perceber que não se trata de multiplicar formatos, mas de mudar o conceito. Simplificar para que o paciente consiga seguir o tratamento sem se perder em cálculos ou versões diferentes”, complementa Neri.