Segundo disse nesta quarta (4) o porta-voz de Vladimir Putin , Dmitri Peskov, o governo russo "conta sinceramente com Trump continuando com seus esforços pacificadores".
A apreensão é compreensível. Nos últimos meses, Trump voltou a alinhar-se à visão de Putin sobre a guerra, que prevê perdas territoriais e neutralidade ucranianas.
O americano questionou novamente a legitimidade de Volodimir Zelenski e os Estados Unidos promoveram cortes na cobertura de satélite militar e alertas antecipados à Ucrânia.
Tudo isso mirava as "midterms", as eleições legislativas da terça . Com o preço dos combustíveis em alta devido à sua guerra no Irã, Trump buscou pressionar a Ucrânia a não atacar mais o sistema energético da Rússia porque havia fechado um acordo de compra de diesel com Putin.
O arranjo, que agora poderá ser objeto de questionamento no novo Congresso que assumirá em janeiro, foi duramente criticado em Kiev e na Europa. Zelenski manteve os ataques, mas a venda do derivado aos EUA seguiu, embora sem afetar significativamente preços ou intenções de voto.