Rope Jump: Justiça paulista determina que Meta informe se excluiu mensagens do perfil ‘Entre Cordas’

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou que a Meta informe, até esta terça-feira, se excluiu mensagens e postagens do perfil da empresa “Entre Cordas”, empresa que Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, foi lançada se

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Rope Jump: Justiça paulista determina que Meta informe se excluiu mensagens do perfil ‘Entre Cordas’

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou que a Meta informe, até esta terça-feira, se excluiu mensagens e postagens do perfil da empresa “Entre Cordas”, empresa que Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, foi lançada sem as cordas de segurança de uma altura de 40 metros em Limeira, no interior de São Paulo. Na decisão, o Juiz Guilherme Lopes Alves Lamas exige que a empresa explique se apagou os conteúdos na data da morte da jovem, em 13 de junho deste ano e em datas posteriores.

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O pedido partiu da defesa de uma das acusadas pela morte da jovem, Evelyne dos Santos Gonçalves, que informou ter fornecido ao advogado a senha do perfil da equipe "Entre Cordas" no Instagram e solicitou a reativação da conta para justificar o não envolvimento nos fatos.

“Determinou-se, assim, a reativação do perfil ‘Entre Cordas’ e a subsequente expedição de ofício à empresa Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. (Meta Platforms Technologies) para informar, no prazo de 5 (cinco) dias, se houve alguma exclusão de postagem no dia dos fatos (13 de junho de 2026) ou em datas posteriores, bem como se a plataforma poderia ter ‘derrubado’ o perfil em razão de excesso de postagens após o incidente, detalhando os termos e condições do serviço para tais hipóteses”, diz a decisão.

No processo, que O GLOBO teve acesso, também consta que no dia 27 de outubro a defesa de Evelyne pediu a reativação da conta da empresa na rede social. Na ocasião, a solicitação não foi concluída por um “obstáculo técnico”: era necessário o fornecimento do número telefônico completo vinculado à verificação em duas etapas.

Além de Evelyn, Vitor de Freitas Gonçalves, Maicon Fernandes Cintra e Luis felipe Feliciano Egoroff também respondem aos processo.

A jovem morreu depois de ser lançada de uma altura de 40 metros sem o equipamento de segurança durante um salto. A tragédia ocorreu na Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre Limeira e Cordeirópolis. Em uma postagem feita pouco antes do salto, escreveu em tom de brincadeira: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”. Após sua morte, o perfil da jovem também foi retirado do ar.

Formada em Educação Física e moradora de Jandira, na Grande São Paulo, Maria Eduarda trabalhava em uma academia e costumava compartilhar nas redes sociais registros ligados a esportes, natureza e bem-estar. Horas antes do acidente, publicou uma foto em frente a placas que alertavam para o risco de morte no local.

De acordo com a investigação, não havia uma empresa formalmente constituída e regulamentada por trás da atividade . Os organizadores operavam de forma autônoma e utilizavam as marcas divulgadas nas redes para promover os saltos. Após a repercussão da tragédia, os perfis associados ao grupo deixaram de estar disponíveis na internet.

A defesa dos investigados sustenta que eles possuem ampla experiência na realização de atividades de aventura e argumenta que esta teria sido a primeira morte registrada em sua trajetória profissional.