A vitória dos democratas sobre os republicanos nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos , nesta terça-feira (3), impôs uma dura derrota ao presidente Donald Trump e pode mudar radicalmente os dois últimos anos de seu governo. Com a conquista do controle do Congresso, a oposição ganha força para limitar os poderes do republicano, tentar reverter suas políticas e abrir investigações sobre suspeitas de corrupção. O resultado também pode ter consequências para a política externa americana, sobretudo para a guerra contra o Irã, as relações comerciais e o apoio militar a aliados.
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Os democratas conquistaram cadeiras no Senado em estados onde não venciam havia décadas. No Kansas, a vitória de Adam Hamilton é a primeira do partido na disputa pelo Senado desde 1932. No Texas, James Talarico se tornou o primeiro democrata a vencer desde 1988. Na Carolina do Sul, Annie Andrews deu ao partido a primeira cadeira no estado desde 1998. No Maine, o democrata Troy Jackson derrotou a republicana Susan Collins, que ocupava o cargo havia quase 30 anos.
O avanço democrata nas urnas ocorreu em meio à insatisfação dos americanos com o custo de vida, a guerra no Irã e as políticas econômicas do governo Trump. A derrota republicana também acompanha uma tendência histórica nos Estados Unidos: desde 1936, o partido do presidente perdeu espaço no Congresso em 20 das 22 eleições de meio de mandato.
A onda azul na Câmara foi levada, principalmente, por mulheres, pessoas não-brancas e com ampla votação entre jovens de 18 a 29 anos.
Resultado das eleições nos Estados Unidos: infográficos mostram como democratas construíram vitória nos EUA
A vitória dos democratas sobre os republicanos nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos , nesta terça-feira (3), impôs uma dura derrota ao presidente Donald Trump e pode mudar radicalmente os dois últimos anos de seu governo. Com