A informação foi confirmada à Folha nesta sexta-feira (23) pela assessoria dele. O líder do MBL (Movimento Brasil Livre) passará o fim de semana com a família em Vinhedo, no interior do estado de São Paulo , e deve justificar a ausência à Justiça Eleitoral .
O ex-presidenciável não declarou apoio a nenhum dos dois concorrentes no segundo turno e, desde a apuração de 4 de outubro, vem dizendo que não pretende orientar seus eleitores a votar em Lula ou Flávio.
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Após o primeiro turno, Renan afirmou que deixaria seus apoiadores livres para escolher. "Eu não voto em bandido. Não recomendo a ninguém que vote em bandido. Flávio é bandido. Lula é bandido", disse.
Ele concentrou parte das críticas em Flávio. Chamou o senador de "um homem fraco e um corrupto" e afirmou que, caso fosse eleito, o Brasil seria governado pelo "mais corrupto da família Bolsonaro" .
Nos primeiros dias após o primeiro turno, o ex-candidato passou a modular o discurso da campanha e a interagir mais com eleitores de esquerda . "Não sou Bolsonaro, então como eu posso ser direita?".
À Folha , na ocasião, disse estar disposto a conversar com pessoas de esquerda e admitiu ter "passado do tom" em alguns momentos da campanha.
A mudança ocorreu em meio à disputa de petistas e bolsonaristas pelos votos recebidos por ele no primeiro turno. Renan ficou em quarto lugar, com 2,24% dos votos válidos.
Ele afirmou acompanhar os esforços dos dois grupos para conquistar seus eleitores e disse que "a turma da esquerda está muito mais divertida na tentativa deles".
Naquele período, a cantora Anitta passou a segui-lo no Instagram e compartilhou uma publicação com críticas feitas por ele à atuação dos Estados Unidos nas eleições brasileiras.