É um assunto complicado e chato, mas mudará a cara da política nacional e, se bobear, realizará o sonho do cacique que quer mandato sem ter voto.
A novidade viria com a criação do voto distrital . O país seria dividido em distritos e os candidatos disputariam as cadeiras no mano a mano. Quem tiver mais votos ganha. É o sistema americano. Simples, antigo e eficaz.
Falta dizer quem vai desenhar os distritos. Tome-se um exemplo grosseiro do Rio de Janeiro . Se o distrito tiver um formato, do Leblon à Barra da Tijuca, a Rocinha pobre nunca elegerá um deputado.
Desenhando-se o distrito em outro sentido, indo de São Conrado e da Gávea até a Cidade de Deus, a banda próspera da cidade nunca elegerá um deputado.
Superada essa questão, já surgiu outro problema. O modelo seria distrital, porém misto. Os partidos teriam candidatos para o mano a mano dos distritos e também uma lista de notáveis que poderiam receber votos em qualquer distrito.
Até aí tudo bem. Contudo, vai aparecer o modelo das listas fechadas, organizadas pelas caciquias dos partidos.
Reforma eleitoral pode realizar sonho de quem quer mandato sem ter voto
No meio da quizumba provocada por Flávio Bolsonaro , o presidente da Câmara, Hugo Motta , reuniu líderes para começar a desenhar um projeto de reforma eleitoral . Parece bobagem, mas pode resultar numa tunga parcial do direito de escolha dos parlamentares.