Rebeca fez saltos de 14,400 e 14,133 e terminou com média 14,466. A prata foi de Claire Pease (14,233), e o bronze, de Skye Blakely (14,166), ambas dos Estados Unidos.
A brasileira também ganhou o ouro na prova do salto no Mundial de Kitakyushu, no Japão, em 2021, e no da Antuérpia, na Bélgica, em 2023. Ela havia passado à final com a melhor nota do classificatório, na segunda-feira (19). Na ocasião, somou 14,400 no primeiro salto, o Duplo Twist Yurchenko, e 14,266 no segundo, quando fez acrobacia chamada Lopez.
Com a medalha, Rebeca chega a dez pódios em Mundiais, em quatro participações. Antes, tinha três ouros (dois no salto e um no individual geral, em Liverpool, em 2022), quatro pratas e dois bronzes.
"Não fiz os saltos mais difíceis da minha carreira, mas isso foi suficiente para ganhar o ouro e estou satisfeita", disse Rebeca em entrevista à Globo logo depois de encerrar sua participação no Mundial.
A ginasta afirmou ainda que saiu do período de descanso e se prepara para outros objetivos no próximo ano —decisivo para as Olimpíadas de 2028, em Los Angeles.
"Não quero mais fazer solo, mantenho meu pensamento. Escolho respeitar isso e acho que tenho direito de respeitar isso também", disse a ginasta natural de Guarulhos (SP).
Rebeca não competia oficialmente desde 2024, após a participação nos Jogos de Paris e no Campeonato Brasileiro, em julho e setembro. Maior medalhista olímpica da história do Brasil, Rebeca tem seis pódios: dois ouros, três pratas e um bronze.
Ela também ficou de fora do Mundial de 2025, em Jacarta, na Indonésia. A ginasta disse na época que o ano seria dedicado à saúde física e mental.
Seu técnico, Francisco Porath, chamou o período de "destreinamento ativo", e afirmou que os compromissos mais importantes viriam a partir de 2026, quando começa a valer a classificação olímpica.