'Quem matou PC Farias?': Prime Video anuncia elenco de série

Quem matou PC Farias ? Esta pergunta que paira pelo Brasil desde 1994, quando o ex-tesoureiro da campanha presidencial de Fernando Collor de Mello foi assassinato, em 1996, dá nome à nova série de ficção do Prime Video. A plataforma anuncio

Por Admin ·

'Quem matou PC Farias?': Prime Video anuncia elenco de série

Quem matou PC Farias ? Esta pergunta que paira pelo Brasil desde 1994, quando o ex-tesoureiro da campanha presidencial de Fernando Collor de Mello foi assassinato, em 1996, dá nome à nova série de ficção do Prime Video. A plataforma anunciou nesta quinta-feira o elenco da produção, ainda sem data de estreia: Otávio Müller, Irandhir Santos, Rômulo Estrela, Bella Campos, Isabella Santoni, Bruno Goya e outros.

Paris Jackson vai à Justiça por fortuna de R$ 3,2 bilhões deixada por Michael Jackson 17 anos após sua morte Quem matou PC Farias? O mistério do assassinato do ex-tesoureiro de Collor

Segundo a sinopse, a história mostrará "um jornalista obstinado mergulha nos bastidores do crime para desvendar a pergunta que parou o país e gerou muitas versões contraditórias". Paulo César foi assassinato juntamente com a namorada, Suzana Marcolino, numa mansão de luxo em Maceió.

PC será vivido por Otávio Müller, e Bella Campos será Suzana. A Rômulo Estrela coube o papel do ex-presidente Fernando Collor, que perdue o carho em 1992 por denúncias de corrupção.

“O público brasileiro cada vez mais tem interesse por produções que contam histórias marcantes do nosso país e esse é um caso que até os dias atuais está no imaginário da população", afirma Julia Priolli, Head Criativa do Amazon MGM Studios no Brasil em comunicado.

Segundo o laudo preliminar sobre o caso, Farias foi morto enquanto dormia. O empresário de 50 anos estava de pijama, do lado esquerdo da cama, dormindo de barriga para cima e com os braços abertos. Deitada ao lado dele, estava a namorada, de 28 anos, com a arma supostamente usada no crime entre as pernas. A bala atravessou-lhe o pulmão e atingiu a parede de madeira do quarto. Os corpos foram encontrados pelos seguranças da casa por volta das 11h daquele domingo.

PC estava em liberdade condicional. Réu em processos por crimes financeiros, sonegação fiscal, falsidade ideológica e enriquecimento ilícito, ele era figura chave na rede de corrupção montada no governo Collor, que tomara posse em 1990 e sofrera impeachment em 1992. Estima-se que, nos 30 meses da gestão do "caçador de marajás", o esquema PC tenha arrecadado, de empresários, o equivalente a US$ 8 milhões. Além disso, teria movimentado US$ 1 bilhão dos cofres públicos.

Após o impeachment e a renúncia de Collor, PC Farias fugiu do país num bimotor pilotado pelo sócio Jorge Bandeira de Mello. No dia 30 de junho de 1993, um juiz da 10ª Vara Federal de Brasília decretou a prisão preventiva do ex-tesoureiro. No dia 5 de agosto, foi a vez de o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a prisão de PC e Bandeira. Localizado em Londres, no dia 20 de outubro de 1993, pelo repórter Roberto Cabrini, da TV Globo, a quem concedeu entrevista exibida no "Jornal Nacional", Farias foi deportado e, posteriormente, preso em Bancoc, na Tailândia.

A morte de PC aconteceu dias antes de ele depor à Justiça sobre as ligações entre firmas envolvidas no esquema e o governo Collor. A investigação sobre o crime na Praia de Guaxuma, porém, tornou-se um duelo de laudos opostos. Um relatório do perito Badan Palhares, conhecido por identificar corpos de desaparecidos da ditadura, dizia que Suzana teria matado PC e se suicidado (ela teria descoberto que o ex-tesoureiro tinha uma amante). Mas os peritos George Sanguinetti e Ricardo Molina afirmaram que, pela posição dos corpos, a hipótese de assassinato seguido de suicídio era inviável.

Quatro policiais militares que faziam a segurança particular de PC Farias e estavam na casa de paia em Maceió na madrugada do duplo assassinato foram acusados de envolvimento no crime pelo Ministério Público. Para o órgão, o ex-tesoureiro havia sido assassinado por "queima de arquivo". Os agentes foram levados a júri popular em maior 2013 e considerados inocentes pelos jurados, que, no entanto, também descartaram a hipótese de crime passional. Para eles, Farias foi mesmo morto em um caso de duplo homicídio, mas, até hoje, os verdadeiros culpados não foram encontrados.