Miguel Vázquez, um triatleta da geração millennial que era proprietário de um dos maiores bancos do Paraguai , sonhava em criar o primeiro unicórnio de seu país e ser o primeiro a levar uma empresa paraguaia à Bolsa de Valores de Nova York.
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Em vez disso, Vázquez foi preso nesta semana, enquanto o Banco Central do Paraguai (BCP) determinava o fechamento da instituição financeira, o Ueno Bank , alegando problemas de liquidez. A derrocada do Ueno já rendeu a Vázquez o apelido, no Brasil, de "Vorcaro paraguaio", em alusão a Daniel Vorcaro , dono do banco Master.
A queda do Ueno não levou apenas Vázquez junto. Na quinta-feira, o presidente paraguaio, Santiago Peña, renunciou diante da ameaça de sofrer um processo de impeachment , em razão de suas estreitas ligações com o banco em colapso — tanto na condição de investidor quanto como chefe de um governo que havia depositado mais de US$ 800 milhões na instituição, um valor recorde, antes de seu fechamento.
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Agora, milhões de paraguaios, estrangeiros — incluindo brasileiros — e o próprio Estado estão sem conseguir acessar o dinheiro que mantinham depositado no Ueno, banco avaliado em quase US$ 500 milhões no início deste ano. Apenas a participação de Vázquez na instituição chegou a valer até US$ 375 milhões, o que provavelmente o tornava uma das pessoas mais ricas de um dos países mais pobres da América Latina antes do colapso do Ueno.