Embora ninguém o considere ingênuo —ele já foi tanto líder da oposição ao primeiro-ministro Binyamin Netanyahu quanto integrante de um governo de união sob seu comando—, o jeito sereno de Herzog parece destoar dos tempos atuais.
A tradição de centro-esquerda da qual ele se origina, e que dominou Israel durante gerações , praticamente desapareceu de cena. Em seu lugar, proliferaram partidos majoritariamente linha-dura, do centro à extrema direita, liderados por figuras carismáticas conhecidas por manobras ousadas e ataques mordazes, seguindo o modelo do próprio Netanyahu.
Após a eleição de 27 de outubro, na qual Netanyahu perdeu a maioria governista , mas superou as expectativas e impediu que seus adversários tivessem um caminho claro para destituí-lo, Herzog, de 66 anos, pediu diálogo. Ele ainda não informou se dará ao primeiro-ministro ou a seu rival, Gadi Eisenkot, a primeira oportunidade de formar um governo.
"Espero que os representantes venham com a mente e o coração abertos, para ouvir e apresentar ideias e encontrar soluções criativas que evitem uma nova eleição", disse ele no domingo (1º).