Promotor Lincoln Gakiya, que investiga PCC, e Camilo Santana são cotados para novo ministério de Segurança de Lula

O futuro Ministério da Segurança Pública, prometido pelo presidente Lula ( PT ), já tem possíveis cotados. Entre os possíveis estão o promotor de Justiça Lincoln Gakiya e o ex-ministro da Educação Camilo Santana .

Por Admin ·

Promotor Lincoln Gakiya, que investiga PCC, e Camilo Santana são cotados para novo ministério de Segurança de Lula

A favor de Gakiya pesa sua atuação no combate ao PCC (Primeiro Comando da Capital), que lhe rendeu reconhecimento e respeito na área de segurança pública. O promotor, inclusive, já participou de um jantar com um integrante da campanha de Lula, de acordo uma pessoa a par das tratativas.

Outro fator que pesa a favor de Gakiya é a proximidade de sua aposentadoria. Isso porque integrantes do Ministério Público, em regra, não podem exercer cargos públicos fora da instituição, como o de ministro de estado, enquanto estiverem na ativa.

Não seria a primeira vez que um integrante do Ministério Público ocuparia um cargo de destaque na estrutura federal de segurança pública. O promotor de Justiça Mário Sarrubbo, por exemplo, comandou a Secretaria Nacional de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, durante a gestão do então ministro Ricardo Lewandowski .

O promotor do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) já havia sido associado ao cargo. O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou que , se fosse eleito, chamaria Gakyia para comandar a Segurança Pública .

Camilo Santana, por sua vez, ganhou espaço junto ao presidente Lula após atuar na coordenação da campanha no segundo turno das eleições. O ex-ministro da Educação é considerado uma possibilidade para o Ministério da Segurança Pública em uma configuração de governo na qual Fernando Haddad assumiria a Casa Civil.

A nova pasta poderia dar a Camilo maior projeção política do que o Ministério da Educação. Além disso, interlocutores avaliam que ele tem um discurso firme na área de segurança pública, o que reforçaria seu nome para o cargo.

Foi de autoria de Camilo uma emenda que propôs, durante a campanha, a redução da maioridade penal para 16 anos no caso de crimes hediondos. A proposta abriu um racha no PT, historicamente contrário à ideia.

Outros nomes também circulam nas discussões sobre o comando da futura pasta, entre eles o do secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, e o do diretor-geral da Polícia Federal , Andrei Rodrigues.

O primeiro teve o nome defendido pelo Consesp (Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública) para assumir o cargo de secretário nacional. Desde então, tem mantido boa interlocução com os estados e conquistado a simpatia do presidente Lula (PT).

Foi dele, inclusive, a criação do lema adotado por Lula durante o segundo turno das eleições: "Para o povo trabalhador, proteção; para o bandido, prisão".

O presidente Lula registrou em seu plano de governo a promessa de criar o Ministério da Segurança Pública —algo que ele não fez em seus três mandatos. O petista, no entanto, condicionou a nova pasta à aprovação da PEC da Segurança Pública.

O objetivo central da PEC é aumentar a integração e a coordenação entre União, estados, Distrito Federal e municípios no combate à criminalidade, dando à União um papel mais estruturado na formulação da política nacional de segurança.

Na prática, a proposta busca constitucionalizar o Susp (Sistema Único de Segurança Pública), que hoje está previsto em lei, definir melhor as competências dos diferentes entes federativos e órgãos policiais e criar mecanismos permanentes de integração.

O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e depende apenas de votação no plenário do Senado . A proposta chegou a ser incluída na pauta entre o primeiro e o segundo turno das eleições, mas o presidente da Casa, Davi Alcolumbre ( União Brasil -AP), retirou a matéria de votação, alegando ter sido alvo de críticas tanto do governo quanto da oposição.