Em rede nacional, ele reforçou que os eleitores devem checar seu local de votação antes de sair de casa, já que algumas seções eleitorais foram alteradas desde o primeiro turno, realizado em 4 de outubro.
O ministro também alerta para o que classifica como conteúdos de caráter sensacionalista e acusatório contra quaisquer dos candidatos ou contra a própria Justiça Eleitoral .
Veja como consultar se o seu local de votação foi alterado
"Apesar de termos um número muito pequeno de alterações, não custa verificar essa informação antes de sair de casa", declarou o ministro quanto às mudanças de locais de votação.
A Justiça Eleitoral alterou 111 endereços de votação, conforme dados da noite deste sábado (24) . No total, são 442 seções com alterações até esta atualização—um mesmo local de votação pode ter mais de uma seção eleitoral.
Entre as formas de conferir onde votar, o magistrado citou os sites do TSE e dos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais); o "ChatVote", assistente de inteligência artificial que pode ser consultado também no site do TSE; e o e-Título, aplicativo oficial da Justiça Eleitoral que contém o título de eleitor e informações como a zona e a seção eleitoral.
No último domingo (18), constava a informação de alteração dos locais de votação superior à atual. Até terça-feira (20), a região Nordeste concentrava a maior parte das mudanças . Em sessão durante a semana, Kassio fez um balanço geral das alterações e explicou que as mudanças são normais e que ocorrem, principalmente, por conta de eventos climáticos extremos.
O magistrado também já reiterou que alterações do tipo também ocorreram em eleições passadas.
Segundo o secretário-geral da Presidência do TSE , essa eleição tem o menor índice de alteração entre turnos do histórico de dados.
Ainda assim, o presidente da corte eleitoral sofreu críticas nas redes sociais e, segundo ele, o tribunal identificou uma série de desinformações a respeito do tema.
Após o anúncio das alterações, os presidentes dos TREs assinaram uma nota conjunta negando qualquer interferência por parte do ministro , já que a decisão de mudar os locais cabe aos TREs.
Contudo, como mostrou a Folha , a avaliação de magistrados do próprio Tribunal Superior Eleitoral é a de que Kassio não teria dado a atenção necessária a esse tipo de medida , o que teria feito com que ela fosse comunicada tardiamente à população e com imprecisões.
Neste sábado, além de advertir sobre os locais de votação, Kassio também fez um alerta para a população contra mensagens com "caráter sensacionalista e acusatório".
"Devemos nos manter vigilantes com relação às informações que recebemos e compartilhamos. Vamos elevar nosso senso crítico com mensagens eletrônicas recebidas nesta reta final, principalmente aquelas que tenham caráter sensacionalista e acusatório contra quaisquer dos candidatos ou mesmo contra a Justiça Eleitoral", destacou o magistrado.
Embora não cite nominalmente nenhum candidato ou episódio, a fala ocorre em meio a uma tensão crescente no tribunal e entre as campanhas dos dois candidatos à Presidência, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Entre o primeiro e o segundo turno, que será realizado no domingo (25), o TSE teve uma guerra de decisões sobre o canal "Exército do Lula" no WhatsApp. O grupo reúne mais de 10 milhões de inscritos e é coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) com o objetivo de mobilizar a campanha petista nas redes sociais.
O canal se tornou um alvo constante da campanha de Flávio, que já pediu várias vezes a sua derrubada e chegou a ser atendido por Kassio . Porém, antes de suspender o grupo, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, já havia negado a medida. Cueva, então, deu uma nova decisão restabelecendo o canal, o que foi mais uma vez revertido por Kassio .
Na sexta (23), outra decisão sobre o tema foi dada. Dessa vez, pelo ministro Floriano de Azevedo Marques, barrando Kassio de suspender novamente o canal por ato administrativo da Presidência do TSE.