Presidente da Faetec é exonerado três meses após assumir o cargo

Três meses e 20 dias após assumir o cargo, o presidente da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro (Faetec), Eduardo Chow de Martino Tostes, foi exonerado pelo governador interino Ricardo Couto, que o havia nomeado em

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Presidente da Faetec é exonerado três meses após assumir o cargo

Três meses e 20 dias após assumir o cargo, o presidente da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro (Faetec), Eduardo Chow de Martino Tostes, foi exonerado pelo governador interino Ricardo Couto, que o havia nomeado em 1º de julho. A decisão foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira. Para seu lugar, foi designado o atual vice-presidente da instituição, Ricardo de Mattos Pereira Filho. De acordo com o decreto publicado, a exoneração foi a pedido do próprio Eduardo.

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A mudança ocorre num contexto de idas e vindas na administração da fundação, vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro (SECTI-RJ). No fim de agosto, Eduardo anunciou a transferência de parte da diretoria, da presidência e do setor administrativo do campus de Quintino para o Centro, após episódios de violência no bairro afetarem o funcionamento da unidade. Em entrevista ao GLOBO publicada na terça-feira , o secretário Antonio Claudio da Nóbrega, disse que a intenção era que a instituição estivesse mais próxima da estrutura de governo, num esforço de mais eficiência.

O GLOBO apurou que a transferência era temporária, com o objetivo de aproximar a Faetec de outros órgãos estaduais, e que, agora, a estrutura administrativa que havia sido deslocada está voltando para Quintino. Eduardo Chow pediu exoneração paralelamente ao retorno do setor para a Zona Norte, que começou na segunda-feira e tem previsão de ser concluído até o fim desta semana.

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No Centro, a Faetec ocupava um espaço pertencente à antiga Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar (Seenemar), no 19º andar de um prédio situado no número 231 da Avenida Presidente Wilson. A Seenemar foi extinta em julho e incorporada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços (Sedeics). Durante o período de transição da Seenemar, as equipes das pasta compartilharam o andar com as servidores da Faetec.

Coordenador-geral do Sindicato dos Profissionais de Educação da Faetec, Rogério Norberto confirma que foi Eduardo Chow quem pediu a exoneração, elegia a gestão do agora ex-presidente e destaca as demandas da categoria para o futuro.

— O Chow teve uma gestão bem curta, mas posso dizer que foi muito receptivo às negociações com o sindicato. Avançamos nos trâmites do Plano de Carreira, Cargos e Salários. Agora, queremos dar andamento a essa pauta, com o envio da proposta para a Assembleia Legislativa do Rio. Há que se realizar concursos, já no ano que vem, para todas as áreas, principalmente o magistério, porque, com a falta de pessoal, a situação está ficando insustentável. E precisamos do repasse de recursos do Propag para termos saúde financeira para desempenhar nosso trabalho — observa.

A Faetec é peça fundamental na participação do estado do Rio no Propag, o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados, que o governo Couto aderiu em junho. O programa, que permite o refinanciamento das dívidas das unidades federativas com a União, exige, como contrapartida à redução dos juros da dívida, investimentos em áreas essenciais, como educação, infraestrutura e segurança pública.

No caso do Rio, a proposta, de acordo com o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Antonio Claudio da Nóbrega, é que a Faetec, juntamente com a Fundação Cecierj, estabeleça parcerias com empresas, a fim de oferecer vagas (mais de 12 mil) em cursos técnicos em diferentes áreas e garantir oportunidades de emprego ao final da formação. Já há negociações com companhias de setores de petróleo, aeronáutico, de telecomunicação, naval, de energia e de Tecnologia da Informação.

— Já houve uma conversa inicial com a categoria sobre esse plano, mas ainda não há um cronograma — disse o coordenador do Sindicato dos Profissionais de Educação da Faetec.