"Meu recado, hoje, é para as mães atípicas do nosso Brasil", começou o presidente Lula ( PT ) num post publicado em sua rede social nesta quinta-feira (22). O candidato à reeleição disse que nossa rotina, muitas vezes, é uma luta diária, de buscar terapias e garantir acolhimento nas escolas, sem tempo para nós mesmas. Verdade.
Criticou o governo de Jair Bolsonaro por um decreto, depois suspenso pelo Supremo Tribunal Federal , que incentivava a criação de salas e escolas especializadas para alunos com deficiência. Também criticou o governo Bolsonaro por uma consulta pública que trazia o uso da eletroconvulsoterapia (ECT) para casos de agressividade em pessoas autistas.
Por fim, disse que seu governo estava "fortalecendo a educação inclusiva" e que seu objetivo é "atender 100% das crianças e mães atípicas".
Em um spot de rádio, na sexta-feira da semana passada (16), o candidato Flávio Bolsonaro ( PL ) prometeu "fazer a rede TEA Brasil, centro de referência para dar acolhimento, inclusão e apoio para as crianças".
Nesta quarta-feira (21), a mulher de Flávio, Fernanda Bolsonaro, foi às redes sociais para falar com o mesmo público , nós, mães atípicas. Mencionou ideias já apresentadas pelo marido, como qualificação dos professores e implantação de salas sensoriais nas escolas. A "proposta também prevê ampliar o atendimento especializado e facilitar acesso a terapias, e oferecer mais apoio às famílias", ela disse.
Ambos os candidatos já tinham feito menções a políticas para esse público, sempre de forma muito genérica. Ambos os planos de governo, como já explorado aqui na coluna , abordaram superficialmente o tema.