Em ofício enviado na quinta-feira (5), a deputada estadual Ediane Maria ( PSOL ) e a presidente estadual do partido, Débora Lima, pedem à Subprefeitura Sé e à Secretaria Municipal de Cultura que transfiram a árvore para outro ponto do largo ou das proximidades. Também solicitam uma reunião com representantes da gestão e da comunidade.
O documento afirma que a roda tem autorização expressa da subprefeitura, sem necessidade de novos pedidos ou pagamento de taxas, e defende que a decoração seja compatibilizada com as atividades culturais existentes.
Segundo o aposentado Luis Alberto da Silva, membro da comunidade, a árvore foi colocada na tarde de sábado (31). Ele diz que integrantes mostraram à equipe responsável pela instalação a autorização que possuem para realizar os encontros.
Ele afirma que a comunidade não recebeu notificação para suspender a atividade, mas teme ser impedida de tocar. "Não foi a primeira, nem a segunda, e nem será a última dificuldade que teremos. A gente toca dentro da árvore, se for preciso", diz.
Silva avalia que houve uma falha de comunicação. "Sempre respeitamos todas as regras da prefeitura. Tocamos das 20h às 22h e limpamos todo o espaço depois", afirma.
A comunidade do bairro também questiona a visibilidade da árvore, que foi instalada nos fundos da igreja da Santa Cecília e não pode ser vista completamente por quem está do outro lado da rua.
Procurada pela coluna, a prefeitura não respondeu até a publicação desta reportagem.