Dias depois, na terça-feira (20), a gestão Ricardo Nunes ( MDB ) publicou edital de contratação de obra que transformará esses espaços na praça "Esplanada do Rock". Os demais imóveis incluídos no projeto foram recentemente demolidos, nas imediações da rua do Boticário, do largo do Paissandu e da avenida Rio Branco, na região central.
Moradores ouvidos pela reportagem manifestaram, contudo, temor de encaminhamento para apartamentos distantes do centro ou pagamento de auxílio-aluguel (de R$ 400) por tempo indefinido.
Além disso, os movimentos responsáveis pelas ocupações relataram não ter sido informados sobre o projeto para o local. Desse modo, souberam que será uma praça por meio do contato da Folha .
Em nota, a Secretaria Municipal de Habitação respondeu que realiza o cadastramento e a identificação dos residentes na área e que, somente após a conclusão desse procedimento, será possível indicar o total de famílias. O atendimento será primeiramente por meio de auxílio-aluguel, com posterior destinação para moradia.
Por sua vez, a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento e a São Paulo Urbanismo disseram que a nova praça será complementar ao largo do Paissandu, ampliando as áreas verdes e os espaços de lazer e convivência. Também indicaram que o local estará na confluência das duas linhas de VLE (Veículo Leve Elétrico) planejadas para o entorno, que incluirão mais intervenções urbanísticas.
A licitação é voltada à elaboração do projeto final e à execução da obra, com resultado em 16 de novembro e contrato de 18 meses. O custo estimado é de R$ 9,5 milhões.
O nome inicialmente indicado para o espaço era "praça do Boticário", em referência à rua vizinha. Em nota, a prefeitura afirmou que a nova denominação é um reconhecimento à identidade cultural da Galeria do Rock, localizada nas proximidades. Disse, contudo, que não é definitiva.
O projeto preliminar foi elaborado com o aditamento do contrato da prefeitura de desenvolvimento de estudos para as linhas de veículo leve (Bonde São Paulo) para o centro. A mudança foi oficializada em abril, com acréscimo de R$ 216,5 mil.
A justificativa técnica apresentada pela SP Urbanismo —empresa municipal responsável pela proposta— é que a esplanada exercerá papel estratégico para a redistribuição de passageiros do VLE. Desse modo, atenderá à demanda por locais de passagem e permanência.
Outro ponto apontado no documento é que a maioria dos imóveis pertence à prefeitura, com desapropriações anteriores. A gestão também afirma que a praça contribuirá para melhorias no microclima, na arborização e na drenagem do entorno, assim como poderá receber atividades culturais de pequeno porte.
Prefeitura de SP faz demolições e vai esvaziar ocupações para obra de 'Esplanada do Rock' no centro
Na porta de cada moradia, adesivos com números de setor, lote e domicílio foram afixados nas duas ocupações que estão na avenida Rio Branco há 15 anos. A sinalização foi feita pela Prefeitura de São Paulo há uma semana, durante processo de cadastramento de cer