No acumulado do ano, o índice IBV Auto registra alta de 4,02% nos preços médios negociados. No mesmo período de 2025, houve aumento de 4,42%.
Comparações mensais dão exemplos de onde se concentram as perdas. Conforme dados do banco, o Chevrolet Tracker teve uma redução média de 2,01% em seu valor entre os meses de setembro e outubro, enquanto o Jeep Renegade registrou diminuição de 1,74%. Entre os sedãs médios, o Toyota Corolla apresentou um decréscimo de 1,33% no período.
São carros que continuam em linha, o que significa que mais unidades de diferentes anos chegam ao mercado de usados todos os meses. Por serem modelos com grande volume de vendas, as opções mais novas tendem a puxar os preços para cima, mas isso não está ocorrendo.
O fenômeno atual reflete o encarecimento do crédito e a pressão sobre os valores praticados que vem sendo exercida pelas marcas chinesas no mercado de carros novos.
O aumento da concorrência e as políticas de venda dessas empresas asiáticas fazem com que as montadoras tradicionais precisem oferecer descontos, subsidiar juros e fazer seguidas campanhas de venda para preservar a competitividade. Nesse cenário, a compra de um usado de maior valor se torna menos interessante.
"O ritmo mais moderado da atividade e a concorrência com os veículos novos ajudam a conter os reajustes no mercado de usados. Mas esse movimento não é uniforme: os modelos populares mais antigos ainda sustentam parte da alta, enquanto os de maior valor enfrentam maior pressão competitiva", diz, em nota, Roberto Padovani, economista-chefe do banco BV.