Os consumidores devem fazer mais contas antes de adquirir um veículo, pois com ele vêm despesas com combustível, seguro, estacionamento e IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), dentre outras.
Além disso, há que considerar se o valor da prestação, no caso de financiamento, cabe no orçamento. E se somando as parcelas financiadas, não se estará pagando mais de um veículo, em função dos juros. Para tal, é muito importante ver o CET (Custo Efetivo Total), que inclui todos os encargos e despesas do financiamento.
Outros gastos decorrentes da aquisição do carro também são relevantes: licenciamento, pedágios, manutenção, lavagem e revisões. Nem considero aqui eventuais acidentes de trânsito, que têm custos de franquia do seguro. Em metrópoles como São Paulo, esse custo tende a ser maior, porque os serviços são mais caros.
Quem já decidiu ter um carro na garagem, deveria avaliar, também, outras formas de realizar seu sonho, como a assinatura, que não transforma o veículo em propriedade, mas inclui todos os principais dispêndios, exceto combustível e estacionamento.
Mas essa opção só vale a pena para quem costuma trocar de carro com frequência ou não roda grandes distâncias mensalmente, pois há franquia de quilometragem. Quem não tem tanta pressa assim para adquirir o veículo, mas quer fugir das elevadas taxas de juros, pode optar pelo consórcio, que obriga o consorciado a planejar e a poupar para a compra. Mas deve estar ciente de que a contemplação dependerá de sorteio ou lance.
Além disso, não há juros, mas taxa de administração e percentual para o fundo de reserva. Os carros seminovos podem ser a saída para quem não faça questão ou não tenha recursos financeiros para bancar um carro zero. Uma das vantagens é dispor de um carro com mais conforto e tecnologia por um preço menor, pois há grande desvalorização por ano de utilização. O IPVA e o seguro também custam menos do que o modelo igual zero quilômetro.
Mas os seminovos exigem muita pesquisa, vistoria prévia, consultas ao cadastro do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) para verificar se há pendências com multas, impostos ou restrições financeiras. O ideal é que a avaliação das condições do carro, antes da compra, seja feita por um mecânico de confiança.
Adquirir o usado é muito mais seguro pelo consórcio (contra fraudes financeiras), na concessionária de veículos (contra problemas mecânicos). Vale a pena também se o vendedor for conhecido e de confiança. Combinar carta de crédito do consórcio com negócio na concessionária, portanto, poderá evitar muitos inconvenientes.
Há, também, que considerar a possibilidade de usar o transporte coletivo e os aplicativos de transporte. Nesse caso, não haverá custos fixos, questões burocráticas nem despesas com estacionamento e combustível. E o meio ambiente e o trânsito das grandes cidades agradecerão.