Desde a semana passada, Rússia , Estados Unidos , França e Reino Unido realizaram exercícios com finalidades distintas, mas destinados a sinalizar aos adversários sua prontidão em caso de as múltiplas crises globais escalarem para confrontos maiores .
Nesta terça-feira (27), os EUA iniciaram seu exercício anual de prontidão nuclear, o Global Thunder. Os americanos não divulgam, ao contrário dos russos, números de equipamento e pessoal envolvidos na manobra, mas ela é a principal do calendário nuclear de Washington.
Nela é testado o nível de coordenação e rapidez de comando e controle em caso de uma crise nuclear. Voam modelos E-4B, os chamados "aviões do Juízo Final" , que podem disparar o arsenal atômico do país do ar. A mobilização para o exercício começou já na semana passada.
No mar do Norte, caças britânicos F-35 escoltaram pela primeira vez bombardeiros americanos B-52, que com os furtivos ao radar B-2 formam o componente aéreo da tríade nuclear dos EUA. O restante é composto pelos mísseis lançados de silos Minuteman-3 e os Trident, disparados de submarinos.
No Global Thunder não costuma haver lançamentos físicos, mas sim o teste das capacidades até a hora de apertar o botão de disparo e, às vezes, simulações eletrônicas deles.