As desigualdades são diversas e interligadas: de renda , de patrimônio, sociais, econômicas, de gênero, de raça, territorial e ambiental –e estão na origem dos nossos grandes problemas, alimentam a cultura da violência e propiciam um terreno fértil para ideologias antidemocráticas. Envenenam as relações pessoais e institucionais. Não é por acaso que os países que oferecem uma melhor qualidade de vida para seus cidadãos são os menos desiguais.
Sem reduzir as desigualdades não há a mínima chance de o Brasil superar seus imensos problemas. Reduzir as desigualdades significa redistribuição de poder e riquezas, o que enfrenta geralmente muitas resistências. Só um grande mutirão, uma grande mobilização poderia amenizar essas resistências.
Este mutirão seria constituído na forma do programa "Artigo 3º - Combatendo as Desigualdades no Brasil", subordinado ao presidente da República, que indicaria um coordenador executivo para operá-lo. O coordenador teria uma equipe de apoio formada por pessoas cedidas por organizações participantes.
O programa procuraria engajar os ministérios, os municípios e os estados, os Poderes Legislativo e Judiciário, as empresas, os sindicatos, a sociedade civil, as igrejas e as universidades em ações visando a redução das desigualdades. Cada setor indicaria um coordenador setorial, que teria um mandato e seria bancado por uma das organizações do setor que se responsabilizaria por sua infraestrutura de trabalho.
Por um programa de combate às desigualdades
Está escrito no artigo 3º da nossa Constituição : "Constituem objetivos fundamentais do Brasil reduzir as desigualdades sociais e regionais". Apesar disso, para nossa vergonha, o Brasil, mesmo sendo a décima economia do mundo, aparece em todas as classificaçõe