Mateus dos Santos Pinto recebeu um soco na boca desferido pelo investigador na saída da Faculdade Oswaldo Cruz. Ele teve uma fratura no dente e um corte no lábio e precisou de atendimento médico.
A Corregedoria da Polícia Civil afirmou que, após analisar as imagens e as versões dos envolvidos , concluiu que o agente iniciou a agressão física. O nome dele não foi divulgado. A reportagem tenta identificar a defesa do suspeito.
À Folha Mateus afirmou que o investigador estava à paisana e caminhava atrás dele quando cantou uma música com a frase "xô pra lá, sai esquerdista de merda". O jovem diz ter perguntado se o homem o conhecia. O agente respondeu que não, e os dois começaram a discutir.
"Eu perguntei de novo, e foi logo depois disso, da segunda vez que eu perguntei se ele me conhecia, que ele me agrediu com um soco na boca", contou.
A advogada Lígia Cerqueira que representa a vítima afirma que ainda não teve acesso ao boletim de ocorrência nem aos autos. Ela diz ter apresentado procuração e solicitado acesso à Corregedoria, mas o pedido ainda não foi deferido.
A Corregedoria afirmou que o caso foi registrado como lesão corporal leve e a vítima manifestou interesse na responsabilização criminal do agente. Foi elaborado um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência), encaminhado à Justiça.
Na esfera administrativa, foi instaurado um procedimento disciplinar para apurar a conduta do investigador. A Corregedoria não informou se ele foi afastado das funções ou se teve a arma usada no trabalho recolhida.
A Polícia Civil afirmou, em nota, que mantém o compromisso com a legalidade, a transparência e a apuração rigorosa de condutas atribuídas a seus integrantes.
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