Segundo a PF, estão sendo cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão, além de medidas de afastamento de sigilos e sequestros de bens, autorizadas pelo ministro Og Fernandes, do STJ (Superior Tribunal de Justiça). As ações ocorrem em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo .
A investigação apura indícios de utilização da suspensão de contratos administrativos como mecanismo de pressão sobre fornecedores e de tratamento diferenciado na liberação de recursos.
Uma das principais suspeitas apontadas pela Polícia Federal é a da existência de uma "folha paralela" de pagamentos feita a conselheiras e servidores. Esses valores eram pagos pelo próprio TCE-MT como se fossem destinados a fornecedores do órgão.
A apuração diz que, em menos de dez meses de 2025, o TCE-MT depositou R$ 15,4 milhões nas contas de Sérgio Ricardo de Almeida, valor 53 vezes maior que os cerca de R$ 288 mil de remuneração divulgados no Portal da Transparência. A maior parte foi paga fora da folha, por ordens bancárias avulsas e pelo canal usado para pagar fornecedores.