Segundo a investigação, o grupo recebia veículos roubados e pesquisava dados de automóveis regularizados, de mesma marca e modelo, para adulterar a origem do carro roubado. Com as informações substituídas, os veículos eram anunciados.
A investigação encontrou perfis nas redes sociais que vendiam veículos caros, como os da marca Porsche, por valores muito abaixo do mercado. Em um deles, um carro que custa cerca de R$ 120 mil segundo a tabela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) era anunciado a R$ 8.000.
Segundo a polícia, há indícios de que os suspeitos recebiam encomendas de modelos específicos de carros, um sinal de que roubos na região eram cometidos sob demanda.
A ação conta com 360 policiais civis e militares e acontece na comunidade do Jardim Novo, em Realengo, zona oeste da capital fluminense. Agentes trocaram tiros com suspeitos na comunidade.
Os seis presos e o homem baleado estão entre os oito mandados de prisão preventiva expedidos para a operação, de acordo com a polícia. Não foram divulgados os nomes deles e a reportagem não conseguiu identificar as defesas.
Os agentes também investigam se parte dos suspeitos comercializava armas ilegalmente. Fotos dos investigados portando armamentos, e menções a fuzis AK-47 e pistolas de uso restrito, apareceram entre as 19.777 mensagens e 2.324 áudios analisados pelos investigadores. O material estava em aplicativo de troca de mensagem de celulares.
Os aparelhos foram apreendidos na primeira fase da operação Sinal Oculto, no dia 27 de agosto, quando a polícia cumpriu 37 mandados de busca e apreensão e prendeu um homem suspeito de envolvimento no esquema. Naquela ocasião também houve tiroteio no Jardim Novo e um policial civil foi baleado no rosto. O disparo transfixou a face, mas ele sobreviveu.
A investigação é liderada pela DRFA (Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis) e a operação tem apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar .