Procurado, o advogado Fernando Henrique Cardoso, que atua na defesa do cantor, não respondeu aos contatos telefônicos e por mensagem da reportagem.
Segundo Daiana Andrade, advogada da jovem, a vítima relatou que o crime ocorreu no fim de setembro. A adolescente disse que, na residência do funkeiro, recebeu drogas –entre elas black lança, uma variedade de lança-perfume citada em funks– e que não estava plenamente consciente quando ficou com ele no quarto. Ela afirma ter dito que não aceitaria relação sexual sem preservativo, que Poze se recusou a colocar camisinha e que mesmo assim consumou o ato sexual.
A defesa sustenta que a jovem foi vítima de estupro, ameaça e constrangimento ilegal.
Conforme o registro policial, dois dias depois a adolescente teria sido pressionada a voltar à casa do cantor. Lá, diz, foi forçada a ingerir vários medicamentos enquanto ele ficava com o celular dela. A jovem afirma que Poze ameaçou pedir a um amigo que a fizesse "desaparecer" caso ela se negasse a tomar os remédios.
"Ela foi coagida e tomou o medicamento. Nós temos como provar porque temos um vídeo com a voz dele falando para ir para a casa dele e responde que precisava fazer exames", afirmou Daiana Andrade.