Plin atrai com cozinha italiana contemporânea em pratos que podem melhorar

Recém-aberta e com boas ideias, casa já conquistou público da Santa Cecília, na região central de São Paulo

Por Admin ·

Plin atrai com cozinha italiana contemporânea em pratos que podem melhorar

Restaurante serve massas autorais; vale ir durante a semana para provar o menu-executivo no almoço

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Crítica | SP Plin R. Martim Francisco, 655, Santa Cecília, região central. @plinrestaurante Três estrelas (Bom) Gostoso sentar em uma das mesas da calçada do Plin, na Santa Cecília . Lá começamos provando as gostosas e carnudas alcachofras no espeto (R$ 82).

Elas são tostadas com tarê de pé de galinha e vêm com uma porção generosa de maionese de manteiga queimada, bottarga e cebolinha francesa. Daquelas receitinhas pra degustar devagar, observando as sutilezas que surgem pouco a pouco na boca.

Outra opção atraente para começar é a tulha fries (R$ 69). Difícil resistir às fritas bem finas que recebem por cima uma espuma de pecorino e queijo tulha.

Foram bons prenúncios daquele almoço de sábado. Na sequência, provei o mafalda (R$ 75). Prato criado na casa, feito com uma massa que tem esse nome mesmo (mafalda). Ela se parece com uma fita bem comprida, achatada e ondulada nas laterais. Nesta versão, surge envolvida em molho de tomate, sob creme de queijo.

O cardápio fala em espuma de queijo , mas a textura é mais cremosa que espumosa. Na boca, o sabor dela toma conta. Mas, sem contrastes, o prato (que chegou um pouco frio) acaba monótono.

Também provei a lasanha (R$ 75). O cardápio diz que a casa enjoou do formato tradicional dessa receita e que decidiu servi-la ali com a aparência de cheesecake . A observação do menu despertou curiosidade e pedi.

Com várias camadas de massa e recheio pouco suculento, lembrou uma torta . Não havia sinal do bechamel, citado no cardápio. É normal a massa sugar o molho branco. Mas falar em bechamel cremoso na descrição gerou falsas expectativas. O pesto de agrião que vem embaixo é uma boa sacada.

A lasanha chegou morna, com algumas partes mais quentes, outras mais frias. Por causa das camadas, alcançar uma temperatura uniforme é um problema comum a quase todas as lasanhas de restaurante do mundo. No formato de cheesecake, essa dificuldade pareceu se acentuar.

Terminamos com a torta de limão (R$ 32). Aqui, o formato também recebe um toque autoral. A massa, fina e crocante, aparece em dois discos: um disposto na base e outro entre recheio e cobertura.

A responsabilidade de dar estrutura ao doce fica para o curd de limão. Para isso, esse creme flerta com uma textura mais gelatinosa que sedosa (que faz sentido, mas não me agrada tanto). Por cima, um bom merengue chamuscado e lascas de amêndoa para mais um toque de textura. Uma sobremesa gostosa e capaz de satisfazer duas pessoas.

Aberto há dois meses, o Plin já tem casa cheia aos finais de semana. Nasceu como uma trattoria contemporânea e herdou parte do público fiel do Muli, um restaurante de peixes e frutos do mar do bairro . Ambos têm Giovanni Renê como chef e sócio.

Vale ir também durante a semana para o almoço. No menu- executivo, dá para comer entrada (arancini ou salada caprese), um prato do cardápio normal e sobremesa ( tiramissu ou fruta da estação) pelo preço do principal.