A diligência ocorreu na última quinta-feira (29). Conforme a corporação, entre janeiro e outubro do ano passado, os sete receberam R$ 48,5 milhões das contas do tribunal. A remuneração no Portal da Transparência, no entanto, registrava R$ 2,2 milhões no mesmo período.
Segundo a PF, os pagamentos saíram de ordens bancárias avulsas e pelo canal de pagamento a fornecedores do tribunal.
Nesses dez meses, Sérgio Ricardo recebeu do TCE R$ 15,4 milhões. O conselheiro Guilherme Maluf recebeu R$ 10,6 milhões, e José Carlos Novelli, R$ 8,9 milhões. Já Alisson de Carvalho Alencar, que à época das investigações era procurador de contas, recebeu R$ 8,1 milhões.
Maluf, Novelli e Alencar foram afastados pelo ministro Og Fernandes, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), responsável por autorizar a operação da corporação.
Procurada, a defesa de Sérgio Ricardo diz que "considera a prisão preventiva ilegal, por não estar amparada em elementos concretos que demonstrem a necessidade da privação de liberdade".
"O próprio Ministério Público Federal manifestou-se expressamente contra a prisão, por considerá-la desnecessária, o que reforça o questionamento da defesa quanto à legalidade da medida", dizem em nota os advogados Valber Melo e Saulo Gahyva.
"A relevância do cargo ocupado não justifica, por si só, a prisão. A apuração dos fatos deve observar o devido processo legal e a presunção de inocência, sem antecipação de pena."
As defesas de Maluf e Novelli não foram localizadas pela reportagem.
Em nota na quinta, o TCE-MT disse que "adotará todas as providências necessárias ao cumprimento das determinações da Justiça". Também cita a continuidade dos trabalhos e a regularidade das atividades institucionais.