" Apresentei minha renúncia para evitar mais dano ao país e contribuir para devolver a tranquilidade ao Paraguai", escreveu Peña. "Não quero que minha presença seja motivo de maior divisão ou instabilidade. Minha responsabilidade é colocar o país acima de meu destino pessoal."
"Hoje é preciso unir-nos como paraguaios para reconstruir a institucionalidade e recuperar a confiança. Me despeço com gratidão, sem ignorar a angústia daqueles que hoje esperam respostas", disse, concluindo: "Que Deus abençoe o Paraguai."
A equipe de Peña disse na quinta (5) que ele estava em Assunção, mas em local não revelado por motivos de segurança. Já nesta sexta, o presidente, que continua formalmente no cargo até que sua renúncia ou seu impeachment seja aprovado no Congresso, publicou uma foto com os dois advogados que apresentaram sua defesa ao Legislativo hoje .
Se o órgão aprovasse a renúncia, Peña sairia do cargo como senador vitalício, mantendo imunidades até o fim da vida. Já o impeachment, se concretizado, abre caminho para que o político do Partido Colorado seja responsabilizado pela Justiça comum por eventuais crimes cometidos no escândalo do Ueno Bank.
Peña foi acionista do grupo controlador do banco até 2025. A instituição financeira digital, onde quase metade dos paraguaios eram correntistas, teve seu funcionamento suspenso pelo banco central do país após problemas de solvência e indícios de irregularidades.