Pega a visão do Amyr Klink

O navegador Amyr Klink voltou à cena com o filme "100 Dias" , recriação cinematográfica da travessia solitária pelo Atlântico de 1984 que o fez famoso. Ele remou da Namíbia a Salvador em um catamarã de menos de seis metros de comprimento co

Por Admin ·

Pega a visão do Amyr Klink

Este colunista entrevistou Amyr há um bom par de anos por conta do lançamento do livro "Não Há Tempo a Perder", escrito por ele e pela jornalista Isa Pessoa. Era uma reportagem para a revista Poder, ainda disponível aqui , e daquela conversa pude pinçar algumas lições que creio úteis para quem se vê como um semideus ao terminar provas exigentes como a maratona ou um meio Iron; e também úteis, quiçá, para a condução da vida de modo geral.

– Não espere ter uma missão, um propósito para fazer algo (mesmo que seja uma travessia a remo de 100 dias) e calce as sandálias da humildade se for falar ou publicar sobre isso. Amyr admira a ausência de "qualquer tom dramático" no livro sobre a travessia pelo Atlântico norte, também a remo, do francês Gerard D’Aboville, em 1980, livro e travessia que lhe serviram de inspiração.

– Apesar de Amyr ter dito algumas vezes que a preparação para a viagem foi mais complicada do que a própria viagem ("remar foi a parte mais fácil", falou à BBC Brasil), ele escreve em "Não Há Tempo" que a ideia da travessia de 1984 era "bizarra, nada sensata ou inteligente".