Além do dinheiro reservado, os universitários contemplados receberiam uma bolsa de R$ 700 por mês para ajudar nas despesas durante o curso. O modelo pretende oferecer apoio financeiro em dois momentos: na permanência na faculdade e no início da vida profissional.
Os valores foram detalhados pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini , durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro , na quarta-feira (04/11). Segundo ele, a dificuldade de permanecer na universidade ainda impede muitos jovens de concluir o ensino superior.
O Ministério da Educação (MEC) está na fase final de elaboração do programa. A implementação é prevista para o próximo ano , mas o governo ainda não divulgou todas as regras de participação e pagamento.
Pelo modelo apresentado, cada estudante contemplado terá R$ 250 depositados mensalmente em uma reserva financeira. Os depósitos estão previstos para dez meses do ano letivo, totalizando R$ 2.500 por ano .
Em uma graduação de quatro anos, o valor acumulado chegaria a R$ 10 mil, acrescidos de correção monetária. Diferentemente da bolsa destinada às despesas durante o curso, essa quantia ficaria retida até a conclusão dos estudos.
A exigência busca incentivar a permanência na universidade e a obtenção do diploma dentro do período previsto. O ministro indicou que o cumprimento do prazo de formação será uma das contrapartidas para receber o dinheiro acumulado.
A reserva foi pensada para oferecer recursos ao recém-formado em sua entrada no mercado de trabalho. O MEC, porém, ainda precisa detalhar como o benefício funcionará em cursos de diferentes durações e quais situações poderão interferir na liberação dos valores.
A proposta é direcionada a estudantes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e jovens de famílias em situação de vulnerabilidade econômica. O foco anunciado inclui alunos de universidades federais.
Segundo Barchini, aproximadamente dois terços dos estudantes dessas instituições vieram de escolas públicas. Para o ministro, o crescimento desse público tornou ainda mais importante oferecer condições para que os universitários consigam permanecer nos cursos.
Apesar dos valores apresentados, ainda não foram confirmados os procedimentos de inscrição, os documentos necessários ou a data do primeiro pagamento. Também não há garantia de que todos os universitários inscritos no CadÚnico receberão o incentivo.
Quem pretende participar do Pé-de-Meia Universitário deverá acompanhar a regulamentação do MEC. Até que as regras sejam publicadas, os R$ 10 mil representam o valor projetado para a poupança de um curso de quatro anos , e não um pagamento já disponível aos estudantes.